quarta-feira, 15 de junho de 2011

Diretório Acadêmico da UFFS realiza 2ª UFFEST

Não restam dúvidas: UFFEST já é tradição da Universidade!

Por Charline Barbosa (Ciências/UFFS)

Aos 10 dias do mês de julho do ano de 2010, realizou-se a 1ª UFFEST, a Festa dos Universitários da UFFS, organizada pelo diretório acadêmico da UFFS – Universidade Federal da Fronteira Sul –, Campus Realeza.

A tranquila cidade de Realeza, por não estar acostumada com novos moradores, com novas ideologias e com formas diferentes de se viver daquelas aqui existentes, muitas vezes, acaba por limitar a aproximação da comunidade com os estudantes, ou com qualquer indivíduo diretamente ligado à Universidade.

Quanto mais a Universidade toma forma, mais aptidão os indivíduos terão para se relacionar com a comunidade acadêmica. A UFFEST, entre outros eventos, traz oportunidades para promover tais aproximações.

A festa de 2010, realizada na Bold's Dance de Realeza, foi animada pelo Dj Chico e pela dupla sertaneja Anderson e Geyson. Segundo o então presidente do Diretório Acadêmico, o acadêmico de Medicina Veterinária Daniel Vargas, a escolha das animações se deu pela questão de preços: “optamos pelo que era mais acessível”. Daniel ainda afirma que “a festa surgiu com o anseio da diretoria em arrecadar fundos para o diretório, mas, preferencialmente, pela demanda dos acadêmicos por uma festa que compreendesse toda a comunidade acadêmica e o público externo”.

Em entrevista ao COMUNICA, Daniel relata que, apesar de empecilhos, como a aprovação de festas pela prefeitura municipal e a liberação tardia, além do fato de ter sido a primeira festa organizada pelos membros do diretório, tudo ocorreu bem. “Todos os acadêmicos foram empenhados na divulgação do evento. Temíamos o fracasso, afinal, o diretório acadêmico não possuía sequer um centavo e iniciamos a festa com saldo negativo”, diz Daniel.

A festa teve a participação de um público considerável e, por ter sido a primeira festa realizada pelos acadêmicos, teve um lucro favorável. “A festa foi tranquila, não houve nenhuma briga”, ressalta Daniel.

Como esperado, esse ano não foi diferente, e a festa foi realizada. No dia 04 de junho de 2011, nas dependências do Realeza Country Club, reuniram-se alunos, professores, técnicos e a comunidade externa, a fim de prestigiar o evento: a 2ª UFFEST.

A festa, que contou não só com a parceria da prefeitura municipal de Realeza, mas, também, com acadêmicos dispostos a ajudar na liberação, organização e divulgação, além de patrocinadores, alcançou os objetivos propostos.

Segundo a atual presidente do Diretório Acadêmico, a acadêmica de Licenciatura em Ciências Jéssica Pauletti, a festa foi organizada com apenas um mês de antecedência de sua realização e “tivemos trabalho, pois, além de pensar em toda organização, havia também a preocupação em relação à animação e ao local para realização”.

Depois de definido o local para a festa, faltavam patrocínios, licença da polícia, além da divulgação que, entre outras preocupações, é visivelmente importante. A festa contou com, aproximadamente, 700 pessoas, resultando em um lucro satisfatório. A animação ficou por conta da banda de Rock'n Roll Babilina, de Cascavel, contando também com a presença dos Dj's Helinho, de Realeza, e Maurício Pandha, de Quedas do Iguaçu.

“O pessoal do diretório se empenhou para fazer uma boa festa e, apesar do frio, foi boa”, ressalta Jéssica. Da mesma forma que ano passado, este ano também surgiram elogios e críticas, auxiliando, assim, para a realização de outras festas.
 

Discussões sobre o jovem do campo são pautadas em seminário da UFFS/ Realeza

                                                                                             Tani Angonesi/Med. Veterinária UFFS
A palestra tratou das relações de gêneros que se encontram
 nas famílias do campo, a qual pode ser considerada
um forte indício da saída do jovem do campo.

Por Jéssica Pauletti e Will Cândido (Ciências/UFFS)

Foi realizado na UFFS/Realeza o I Seminário sobre a Juventude Rural no Século XXI, que aconteceu do dia 01/06/2011 ao 03/06/2011. Os principais temas debatidos giraram em torno do êxodo ou permanência dos jovens no campo. Esses temas envolveram questões como a dicotomia do jovem urbano e campesino, a forma como a educação no campo é feita, as divergências de gênero presentes nas famílias e a força que o agronegócio impõe sobre os agricultores, desanimando-os diante da sua profissão.

Na noite do dia 01, na Casa da Cultura, realizou-se a cerimônia de abertura do seminário com a fala do diretor do campus Prof. Dr. João Alfredo Braida, o qual elogiou o acontecimento desse seminário, visto que grande parte dos acadêmicos da UFFS são filhos de agricultores.

As palestras de quarta à noite discutiram assuntos que envolveram a juventude rural no século XXI e a educação no campo. A primeira palestra, ministrada pela Profa. Dr. Sueli Martins, do curso de Geografia da Unioeste de Francisco Beltrão, evidenciou como a sociedade trata o jovem, olhando para ele como um problema. A professora argumenta que, apesar de o jovem ser uma categoria ampla, há especificidades que os diferenciam, como o local onde moram, onde trabalham, horários a cumprir e, desse modo, não se analisam todos os jovens de maneira igual.

A professora Sueli destaca que, tanto fatores econômicos quanto culturais levam à saída do jovem do campo. E essa realidade só vai mudar a partir do momento em que o jovem ganhar voz e vez na sociedade, quando ele deixar de ser um problema e passar a ser uma solução. O jovem de hoje quer o melhor dos dois mundos, do conservador e do moderno. Ele procura lutar por isso, visto que quer viver sua vida.

A segunda palestra, ministrada pela professora Dr. Solange Von Onçay, da UTFPR de Dois Vizinhos, abordou o tema da educação no campo. Ela expôs as dificuldades de existirem escolas no campo, bem como a permanência de jovens nesses locais. A professora destaca que é necessário um grande trabalho para melhorar a qualidade de vida do agricultor, e é isto que motivará sua permanência no campo e o trabalho de forma mais digna.

A acadêmica do curso de Medicina Veterinária Malu Bassanesi, que esteve presente durante todas as palestras, conta o que mais chamou sua atenção durante o seminário: “o que mais me chamou atenção foi o incentivo dos palestrantes para que os jovens que saíram de casa em busca de um ensino superior voltem e apliquem em suas próprias propriedades o que aprenderam durante a sua formação. Mas, ao meu ver, não é tão simples assim. Não vim do interior da minha cidade, mas, pelo que percebo, nenhum jovem (no caso, um futuro veterinário) quer voltar para casa e ganhar o mesmo que uma pessoa que não tem diploma ganha para cuidar de animais.” Encerra dizendo que “um dos grandes objetivos de fazer uma boa faculdade, além da realização profissional, é ganhar um bom salário para ter lazer e qualidade de vida. Contudo, vai de cada um saber o que é melhor para si.

O acadêmico Tiago Fronchetti, também do curso de Medicina Veterinária, em conversa com o Comunica, dá a sua opinião a respeito do tema debatido: “tendo em vista a maneira como se encontra a situação financeira das pequenas propriedades rurais atualmente, é difícil dizer para alguém ficar no interior, principalmente os jovens.” Enfatiza ainda que a abertura da UFFS nessa região é uma excelente opção para a saída dos jovens do campo. “Com a formação superior, dificilmente alguém retornará ao campo. Como a região não tem grandes propriedades de terra, é inviável, por exemplo, um veterinário ficar em uma pequena propriedade rural.”

Além dos debates e discussões sobre a permanência da juventude no meio rural, também ocorreram palestras sobre relações de gênero e identidade, além da exposição de quadros com fotografias de Sebastião Salgado. 

terça-feira, 14 de junho de 2011

De Cara na UFFS

                                                                                                                              Arquivo Pessoal

Por Will Cândido

Nome: Juliana Mendes Geraldi Idade: 19 anos
Relacionamento: Solteira

Acadêmica da 1ª fase do curso de Medicina Veterinária

Voluntária do projeto: “Levantamento etnobotânico do uso de fitoterápicos para tratamento de doenças em animais no Município de Realeza-PR”, coordenado pelo professor Valfredo Schlemper

Uma frase: “Tu te tornas eternamente responsável por aquilo que cativas” (Exupéry)

Um livro: O Pequeno Príncipe – Antóine de Saint Exupéry

Uma música: “Vento no Litoral” – Legião Urbana

Uma palavra: Sensacional!

Um hobby: Ler

Um filme: Apenas Uma Vez (ONCE)

Um ídolo: Meu Pai

Veio de: Itupeva - São Paulo

Do que mais sente falta: “Da família, lugares para sair, trânsito, fast food, cinema, shopping, teatro e muitas outras coisas”.

Porque a UFFS: “Passei no curso que eu sempre quis e só tinha duas escolhas: vir para a UFFS ou mais um ano de cursinho. Larguei tudo e vim”.

O melhor da UFFS é: “A galera e as coisas absurdas que só acontecem aqui”.

O que está achando da UFFS: “Bons professores e infraestrutura sendo buscada. Posso afirmar que é uma universidade promissora”.

Mandalas Reais

Andando por Realeza, percebemos a presença de inúmeros
estabelecimentos comerciais com mandalas. Por isso, o Comunica se
interessou em saber de onde vinham essas obras de arte

Por Maria Eduarda Collaço
Colégio Real


Observando a presença de várias mandalas nos estabelecimentos de Realeza, despertou-se a curiosidade do Comunica em saber por que as pessoas as possuíam e de onde elas vinham. Conversamos, então, com algumas essas pessoas. Algumas utilizam as mandalas apenas para a decoração e outras afirmam que elas têm um significado especial, como Claudete Morais, Dona do estabelecimento Lírios Decorações. Ela disse que “a meu pedido, minha amiga Rose confeccionou a mandala. Busquei por ela para trazer para o meu estabelecimento uma energia boa, além de ser algo decorativo”.

A maior parte dos entrevistados relatou que as mandalas foram confeccionadas por Rose, e demonstraram o interesse em saber qual o significado das mandalas para ela. O Comunica foi atrás de Rose e a entrevistou.

Rose, além de criar mandalas, é a única professora de Yoga da cidade. Sendo assim, a entrevista ocorreu em seu estabelecimento de Yoga, que é um espaço calmo e silencioso.

Rose disse que “estava em uma busca interminável por mim mesma” quando começou a se interessar por mandalas lendo o livro de “Mônica B.”, o qual apresentava algumas informações sobre a confecção de mandalas. Essas informações despertaram a vontade de criar uma para ela mesma. Após a criação da primeira mandala, ela percebeu mudanças no seu dia-a-dia e no das pessoas com as quais convivia. Com isso, ela continuou a fabricar mais algumas mandalas, utilizando inúmeros tipos de materiais, como MDF, massa corrida, vidro, lantejoula, espelho, etc.

Essas obras de arte logo despertaram interesse do público em adquiri-las. A partir de então, faz 8 anos que ela cria mandalas sob encomendas para estabelecimentos comerciais e residências , regionais e estaduais.

Segundo ela, as mandalas são o reflexo de cada um, sendo importante para nos fazer encarar nossos medos, fazendo-nos sentir desconfortáveis ao olhar para certas mandalas que contém um pouco de nós. Por isso, as mandalas são feitas direcionadas para cada pessoa. Antes de confeccioná-las, ela realiza uma pequena entrevista com a pessoa para sentir a sua personalidade e fabricar a mandala de acordo com ela.

“Estou começando agora o meu segundo ciclo de criação de mandalas. Termino um ciclo quando sinto que estou completa e equilibrada. No meu primeiro ciclo, produzi 385 mandalas. Fiquei alguns meses sem produzir e agora, neste novo ciclo, já produzi 7 mandalas e continuo criando”.



Inclusão Digital

A necessidade de aperfeiçoamento

                                                                                                                                      Divulgação

Por Bruna Madey Dalarosa e Daniela da Rosa
Col. Est. Doze de Novembro


Realeza vem buscando desenvolver-se cada vez mais diante da inclusão digital e sempre se preocupando com a população, que por condições de insuficiência de renda , não têm como dispor de computador em casa.

Graças ao avanço tecnológico, o homem vem evoluindo e com ela melhorando sua qualidade de vida. Nos últimos anos, tem sido divulgado aos quatro cantos do Brasil a necessidade de se fazer a inclusão digital para pessoas que não têm acesso às tecnologias de informação e comunicação -TIC’s.

A inclusão digital, para acontecer, precisa de três instrumentos básicos: computador, acesso à rede e o domínio dessas ferramentas, pois não é por uma pessoa possuir um aparelho conectado à internet que se pode considerá-la incluída digitalmente. Há a necessidade de saber o que fazer com essas ferramentas.

Um outro parceiro importante à inclusão digital é a educação, pois de nada adianta acesso às tecnologias e renda se não houver acesso à educação. E, para isso, Realeza conta com uma parceria dos alunos da Universidade Federal da Fronteira Sul – UFFS, que participam do projeto Inclusão Digital, atuando como professores da população realezense e ensinando-lhes a entrar nesse meio tecnológico de informática.

A prefeitura de Realeza dá o suporte à educação, bem como disponibiliza equipamentos à população. Existem três telecentros abertos à comunidade: a Casa da Cultura, a Escola Municipal Indepência e o Centro Juvenil, cada uma contando com duas salas de informática.

Já nas Escolas Menino Jesus, Santo Antônio, Saltinho e Flor-da-Serra, de 1º e 5º série, não há telecentros, então os alunos pegam transporte e fazem o Proinfo (Programa Nacional de Informática na Educação) nas escolas municipais: Juscelino Kubitscheck e Independência.

Segundo Leucádia Andriolli, secretária da educação: “Só não tem acesso ao computador quem não quer, pois oportunidades todos tem”.

Ações de inclusão digital devem estimular parcerias entre governos, escolas e universidades, atingindo principalmente crianças e jovens, pois são eles que constituirão a próxima geração.

quarta-feira, 8 de junho de 2011

Pense, reflita

Um texto para aqueles que falam sem pensar

Willian Henrique Cândido Moura,
Acadêmico do curso de LICENCIATURA EM CIÊNCIAS da UFFS
Orientando da PROFESSORA Luciana Vinhas


 Este texto é um desabafo sobre certas opiniões que minimizam a importância de determinadas profissões na sociedade. Decidi escrevê-lo porque sei que muitas pessoas se identificam com meu sentimento e acho que isso deve ser mostrado.

O fato de uma pessoa estar estudando ou ter se formado em um curso em que o status está bem mais presente não a torna melhor nem pior do que ninguém. De nada adianta alguém ingressar no curso de Direito, por exemplo, apenas para satisfazer a vontade dos pais que sempre sonharam em ter um filho advogado. Deve-se ter vontade própria ou dom para isso. 

Do que adiantaria uma pessoa que desmaia ao ver sangue estar cursando algum curso em que o sangue estará presente ao trabalhar como, por exemplo, Medicina, Enfermagem ou Biomedicina, apenas para se ter um “nome”, uma profissão que, para muitos, acaba se tornando bem vista pela sociedade?

Nenhum curso deve ser menosprezado, pois, apesar de existirem cursos “baratos”, tem quem goste, tem quem queira; caso contrário, as pessoas não pagariam para cursá-lo. As licenciaturas, por exemplo, são muitas vezes os cursos mais “baratos”. Mas o que seria de todos os alunos, o que seria de todos os acadêmicos, se não tivessem tido aulas com professores aptos a lecionar durante o ensino médio? Será que hoje em dia estariam onde estão?

Em uma universidade pública, independentemente dos cursos que são ofertados, desde Fisioterapia a Biblioteconomia, não importando a quantidade, se 4 ou 13 cursos, o número de acadêmicos será o mesmo. Se 30 vagas são ofertadas por determinado curso, 30 acadêmicos com certeza estarão ali no começo das aulas. Agora, dizer que o desempenho de uma universidade, ou o desenvolvimento de uma cidade universitária, se dá pelo curso que ali está sendo oferecido é completamente errado.

Tendo em vista tudo isso, observa-se que não é apenas do status do curso que é formada uma profissão ou uma universidade. O mais importante é o querer, a vontade de se fazer o que se gosta. Não seria legal nem proveitoso entrar para o curso de Nutrição sem gostar de mexer com os alimentos; cursar Letras se não gosta de ler ou escrever; entrar para o curso de Medicina Veterinária se detesta animais; fazer Ciências se não suporta ouvir falar em Química, Física ou Biologia. Assim funciona com todos os demais cursos existentes.

Algumas coisas que são ditas, muitas vezes sem pensar, acabam menosprezando, mesmo não intencionalmente, a auto-estima ou a vontade que temos em fazer o que gostamos. Isso não deve abalar o que lhe agrada. Se está onde está, é porque estudou e lutou muito para isso. Não sinta vergonha de dizer o que faz.
 

Ler para aprender

Marina Possa e Bruna Moresco, acadêmicas de
 veterinária na biblioteca do campus

Por Jéssica Pauletti

 Para que qualquer profissional tenha uma boa formação é fundamental a leitura? Para responder a essa pergunta, o Comunica conversou com integrantes da UFFS Campus Realeza na intenção de entender como a leitura é importante para a formação acadêmica e social. 

Para início da nossa investigação, que tal uma visita a um magnífico local, a biblioteca. Para nos receber, estava a posto a bibliotecária Simone Padilha, a qual se dispôs a falar conosco. A princípio, ela nos informa que os acadêmicos preferem levar os livros para casa do que ler na biblioteca, apesar de existir um espaço para leitura aos fundos da biblioteca e que foi aberto nesse semestre. Simone entende que a cultura da maioria dos acadêmicos não é de permanecer ou até mesmo frequentar a biblioteca, mas ela espera que esse hábito seja disseminado entre todos.

Ela nos afirma também que a procura é maior por áreas específicas, principalmente química e bioquímica, além da procura por livros estar voltada conforme indicação ou demanda de trabalhos pelos professores. Mas ela também acredita que se tivesse outros tipos de livros como gibis, contos, literatura, os acadêmicos iriam buscar essas leituras.

Perguntada se a leitura é importante para a formação acadêmica, a bibliotecária Simone diz que a “leitura é fundamental para se ter o conhecimento amplo, é necessário ao acadêmico formar uma visão global e não se deter a matérias específicas ou leituras pontuais”. A bibliotecária cita como um bom exemplo o blog Litera, do professor Saulo Gomes, que procura proporcionar aos acadêmicos a terem acesso à leitura fora de suas profissões, o que gera um uma formação mais consistente.

Simone também lembra que infelizmente a biblioteca do Campus não está completa, devido a todos os impasses do início da universidade, mas isso não quer dizer que não se tenha outros caminhos para a leitura, como exemplo a Biblioteca Municipal.

Sob o ponto de vista acadêmico, Sarajane Marciniak, do Curso de Nutrição, explica o quanto a leitura é válida na formação acadêmica, e principalmente na profissão dela. Ela diz que a leitura “é essencial”, visto que um bom nutricionista deve sempre estar atualizado, com tantas inovações e descobertas que ocorrem, ler torna-se um ato indispensável e extremamente importante na nossa área. Ela ainda salienta que é através da leitura que se amplia o conhecimento, e se busca explicações para todas as dúvidas.

Não é só nas áreas das humanas que o ler é relevante, e a respeito disso o professor de Física, Clóvis Caetano, expõe seu depoimento: leitura “é mesmo muito relevante”. Ele entende que saber interpretar corretamente um texto é um atributo imprescindível para se estudar, ensinar e fazer Ciência. O professor Caetano destaca que isso se torna mais claro ainda no campo da Física: “Noto que parte da dificuldade que alguns alunos têm na disciplina resulta da falta de prática de leitura”. E ele ainda lembra que “uma vírgula pode alterar completamente o significado de um frase. Então, a precisão na escrita é indispensável em qualquer Ciência Exata”. 

Como visto, todos os depoimentos dados orientam que a leitura é essencial para a formação acadêmica e social. Muitos talvez achem chato ficar lendo, ou pensam que isso é uma perda de tempo. Mas da forma em que os fatos acontecem e as informações circulam no mundo, saber o que está acontecendo pode ser o diferencial. 

Realeza,

Cidade em transformação

Com a vinda da UFFS a população realezense acredita em um
desenvolvimento local e interação com novas culturas

Por Marina Maria Rodrigues e Vanessa Pagno

Em 2010, instalou-se em Realeza a Universidade Federal da Fronteira Sul. Com a chegada da Universidade, a população realezense acreditava em um crescimento próspero e significativo para o município. A cidade se preparava para receber novos cidadãos, pessoas que viriam à Realeza construir seu futuro e realizar o sonho de cursar uma universidade federal. Além de acadêmicos, viriam também professores e técnicos administrativos de outras cidades para dar início às aulas na UFFS.

Com a vinda de tantas pessoas para o município, a procura por imóveis teve um aumento significativo. É o que comenta a corretora de imóveis, Andréa de Meira, representante da Victor Meira Consultoria e Empreendimentos Imobiliários: “Teve muita gente que duvidou da implantação de uma universidade em Realeza, mas sempre tivemos uma boa expectativa em relação à UFFS. Muitos ainda questionam o aumento das construções em Realeza, vemos isso como uma ótima oportunidade, pois como a procura é grande e tende a aumentar a cada ano, é importante para o nosso ramo ter mais opções e variedades, tanto na qualidade quanto nos valores das locações”.

Realeza passou a ser uma cidade universitária e para isso precisou se adaptar a essa realidade, comenta Franciele Lima, responsável pelo departamento comercial da Word Line Net – WLN, provedor de internet. A empresa teve que investir em novas tecnologias para oferecer a estudantes internet de qualidade e bons preços. “Hoje em dia a internet é uma ferramenta importante para os estudos”, destaca Franciele.

O Comunica também conversou com o senhor Luiz Macarine, dono do Bazar Lise, que acredita que Realeza precisava de uma universidade. Ele comentou que além de a cidade ser bem localizada no centro da região sudoeste do Paraná, ela é importante, pois mantém os jovens estudando na própria cidade, ou bem próximo a ela, evitando o deslocamento desses jovens para regiões muito distantes e a necessidade de esses estudantes irem morar em outras cidades. O comerciante ainda destacou a oportunidade que têm as pessoas da região de estudarem em uma universidade gratuita e de qualidade.

Um dos lugares mais frequentados pelos acadêmicos é a Rodoviária Municipal de Realeza, é o que afirma dona Palmira Agostini, que há 20 anos trabalha em uma agência da rodoviária. Ela comenta ainda que a cidade tem uma movimentação maior, depois da implantação da universidade: “Com a vinda da UFFS, a cidade será mais valorizada, contribuindo para o crescimento dela. Sempre esperamos que a cidade melhorasse. Uma vez Realeza tinha um número populacional maior, mas muita gente foi embora, agora temos a oportunidade de crescer novamente”.

Novos realezences

Além de alunos da região sudoeste do Paraná, a UFFS/Realeza tem alunos de outras regiões. É o caso da acadêmica de nutrição Leidiane Josi Budel, que motivou-se a sair de Rondonópolis (MT) e vir para Realeza estudar em uma universidade gratuita. Ela comenta como conheceu a Universidade: “Através dos meus familiares que moram aqui na região fiquei sabendo de uma universidade federal, pesquisei no site da UFFS e me interessei”. Para aqueles que não sabem, Rondonópolis fica a 3.000 km de Realeza, o que mostra interesse da jovem pela formação e a importância que a UFFS tem para sua vida acadêmica.

Vindos de não tão longe assim, os catarinenses também marcam sua presença no Campus. Alexandro Werle, calouro de ciências, veio da cidade de Cunhataí (SC) próximo à divisa com o Rio Grande do Sul. Perguntado sobre a possibilidade de estudar mais perto de casa, ou seja, na UFFS/Chapecó, Alexandro afirma que queria fazer um curso na área de Física e veio à Realeza com esse intuito. Também frizou que está gostando da cidade e principalmente da Universidade.

Também temos alunos que são da região sudoeste, bem próximo à Realeza, no entanto preferem morar aqui por conta dos gastos dispendidos para o transporte diário até a UFFS. A universitária Débora Schmidt, que está no 3º período de Ciências, saiu da cidade de Pinhal de São Bento e veio morar em Realeza, no início do ano letivo de 2011, com o intuito de melhorar as suas condições de estudos: “Além da questão financeira, estar morando aqui me possibilita participar de projetos que vão contribuir para minha formação”.

Além do desenvolvimento econômico da cidade, destacado acima pelos moradores mais antigos de Realeza, há um processo natural de contato entre culturas que, consequentemente, mudará também os costumes da cidade.

Polêmica envolve livros didáticos de língua portuguesa

Aprovação de livro didático pelo MEC gera discussões sobre seus métodos de ensino gramatical

 http://leituraseobservacoes.blogspot.com/2011/01/na-companhia-dos-livros.html
Por Charline Barbosa

O livro didático Por uma vida melhor, escrito pelas professoras de língua portuguesa Heloísa Ramos e Mirella Cleto e pelo professor Cláudio Bazzoni, foi aprovado pelo Ministério da Educação - MEC – e distribuído a 4.236 escolas brasileiras para ser usado com alunos do Ensino para Jovens e Adultos - EJA.

A aprovação do livro gerou divergências de opiniões entre linguistas e jornalistas acerca do conteúdo e objetivo do livro, pois ele comporta frases como “nós pega o peixe" ou "os menino pega o peixe”.

Muitas foram as opiniões levantadas a partir de então. Alguns se colocam a favor do que foi proposto no livro, entendendo a proposta pedagógica da autora, enquanto outros crucificam a forma abordada por ela.

Para falar sobre o assunto, ampla pesquisa foi realizada, através da leitura de textos de linguistas e de jornalistas, bem como da conversa com especialistas sobre o tema.

Em entrevista ao ‘notícias UNIVESP TV’, José Luiz Fiorin, do departamento de Linguística FFLCH – USP, disse que “é muito mais eficiente dar ao aluno uma compreensão da língua que ele fala e, a partir daí, nós começarmos a ensinar uma forma culta. Assim, o aluno percebe que aquela língua ensinada na escola não é algo dissociável da sua língua. É outra forma de falar e a forma utilizada obrigatoriamente em determinadas esferas de circulação de texto”.

Também em entrevista ao ‘notícias UNIVESP TV’, Ataliba Castilho, linguista brasileiro, diz que “todos têm uma gramática, uma estruturação das palavras na sua articulação. É impossível falar se você não tem uma gramática”, e defende a autora do livro dizendo: “a escola não quer excluir o aluno, por isso essa estratégia que a autora adotou”.

A partir daí, percebe-se a verdadeira condição a qual a autora se propôs seguir, que é mostrar ao aluno a forma por ele falada e as diferentes variações da língua que existem no Brasil, sendo que todas pertencem ao mesmo idioma, o português. Assim, se o aluno compreender o porquê de sua fala ser de determinado modo e sobre a importância que a forma culta da língua traz, terá mais facilidade para entendê-la, adquirindo-a com mais possibilidade de adaptação.

Nas diferentes regiões do Brasil, encontramos formas diferentes de fazer referência às coisas do mundo. Em cada região, em cada grupo, em todo e qualquer lugar, encontramos pessoas com um ditado, uma gíria, uma maneira de falar diferentemente da nossa, mas nem por isso essas pessoas estarão falando de forma incorreta ou incompreensível. Torna-se incorreto quando cometemos preconceito linguístico, que é uma atitude de intolerância contra determinadas variedades da língua, sendo encarado como normal. Muitos acreditam que, ao falar de forma desigual àquela proposta pela norma culta, falar-se-á, então, de forma errada.

A forma culta deve ser ensinada e é ensinada nas escolas, pois, além da facilidade que ela traz para a comunicação das pessoas, é tomada como língua universal. Ao mesmo tempo em que se aprende a falar e a escrever com a norma culta, tornamo-nos preparados para conseguirmos esclarecer melhor os fatos sobre determinado assunto, capazes de nos confrontarmos com dificuldades e oportunidades encontradas em nosso cotidiano.

Falamos de forma compreensível a todo momento, mas nem por isso falamos apenas a forma culta. Em nosso trabalho, nossa forma de comunicação é diferente de quando estamos no bar com os amigos, por exemplo. Portanto, falar bem significa ter a língua adequada para cada uma das situações em que nos encontramos e não simplesmente seguir a norma culta.

O que afirma a autora Heloísa em entrevista ao site Último Segundo é que “não queremos ensinar errado, mas deixar claro que cada linguagem é adequada para uma situação. Só que esse domínio não se dá do dia para a noite, então a escola tem que ter currículo que ensine de forma gradual. A intenção da obra é deixar o aluno acostumado com linguagem popular à vontade e não 'ensinar errado'”. E ainda diz que “nossa coleção é séria, temos formação sólida e não estamos brincando. Não há irresponsabilidade da nossa parte”.

Em contrapartida, opiniões contrárias dizem que “a escola serve para ensinar aquilo que não se aprende em casa: a linguagem oficial, a linguagem culta, que ajuda a moldar um país como nação. Tem cabimento ensinar gíria no colégio? Ensinar o tiopês? Seria nivelar por baixo e classificar os brasileiros como povo de segunda classe, incapaz de aprender as lições da escola”. Esse comentário foi retirado do leitor Hermes, do site colunistas.ig.com.br, comentando sobre o texto “livro usado pelo MEC ensina aluno a falar errado”, nele publicado.

O linguista e filósofo americano Noam Chomsky diz que as línguas naturais apresentam padrões que não poderiam ser aprendidos apenas por exemplos positivos, isto é, pelas sentenças "corretas" às quais as crianças são expostas. Para adquirir o domínio sobre o idioma, elas teriam também de ser apresentadas a contraexemplos, ou seja, a frases sem sentido gramatical, o que raramente ocorre. Isso pode ser um argumento a favor do livro, pois mostra que o objetivo do livro é a aprendizagem da gramática, usando como ponto de partida as variações linguísticas.

Um ponto importantíssimo subentendido no livro é o preconceito linguístico. Sabe-se que toda forma de expressão é uma forma social e, segundo Glauco Cortez, na coluna 'Educação Política' do site glaucocortez.com, “é muito mais interessante e enriquecedor mostrar as diferentes formas da língua do que fazer de conta que elas não existem”.
O texto cita basicamente a opinião dos linguistas, pois é o que ocorre nos meios de comunicação, além de serem eles que apontam os princípios gramaticais comuns a todos os idiomas.

O ingresso para um futuro melhor


Por Bruna Madey Dalarosa e Daniela da Rosa

Estão abertas, e seguem até o dia 10 de junho, as inscrições para o Exame Nacional do Ensino Médio (Enem). As provas estão marcadas para os dias 22 e 23 de outubro.

Durante os dois dias, os candidatos testarão seus conhecimentos em quatro provas, cada uma com 45 questões de múltipla escolha, além de escrever uma redação. Serão cobradas questões sobre ciências humanas, ciências da natureza, linguagens, códigos e matemática (ciências exatas). As provas se iniciarão às 13h. As inscrições custam R$ 35 e devem ser realizadas pela internet no endereço sistemasenem2.inep.gov.br/inscricao. No ato de inscrição, é emitida uma guia para ser paga em uma agência bancária até o dia 10 de junho.
O principal objetivo do Enem é a avaliação das habilidades e competências dos estudantes, mas um ponto importante talvez seja a sua diferença das provas comuns de vestibular. A prova do Enem é contextualizada e interdisciplinar, exigindo do candidato menos memorização excessiva dos conteúdos e mais demonstrações de sua capacidade, colocando em prática os conhecimentos adquiridos nos anos de ensino médio. Ao contrário da “decoreba” comum dos vestibulares, a prova do Enem faz com quem o aluno pense, raciocine e formule respostas de acordo com o que aprendeu e vivenciou.

O Colégio Estadual Doze de Novembro, já está ajudando seus alunos no que precisarem para a inscrição do Enem. No dia 30 de maio, foi realizada uma palestra para os alunos do 3° ano do período matutino que iram fazer o Enem, em que se explicou tudo sobre como se preparar nos estudos e no dia da prova.

Em relação à preparação para as provas, a aluna Andressa Zanon alerta: “o candidato precisa manter-se conectado com a realidade, lendo e inteirando-se dos fatos do cotidiano, pois o exame requer cada vez mais um cidadão crítico. Assim, não basta ter o conhecimento enciclopédico para realizar as provas. É necessário conectar esse conhecimento com a realidade social de um cidadão do mundo”.

Andressa Gasperin fala que “Final do Ensino Médio é hora de escolher faculdade, curso e profissão e é nessas horas que dá aquele desespero e é preciso ter cuidado para não se precipitar e fazer escolhas erradas”. O aluno Gabriel Deliberali, já fez a “difícil escolha” e pretende cursar a faculdade de odontologia.

O Professor Antonio Marcos Myskiw, da Universidade Federal da Fronteira Sul, declarou que “para o ingresso na UFFS, além do Enem, os estudantes precisam fazer a inscrição no Processo Seletivo da instituição. Os alunos que realizaram o Ensino Médio em escola pública contam com um sistema de bonificações progressivas na composição do resultado final da UFFS, o chamado fator escola pública, que funciona da seguinte forma: se o estudante fez os 3 anos do ensino médio na escola pública ele acresce 30% na nota alcançada no ENEM; se cursou 2 anos de escola pública tem direito a 20% e se cursou 1 ano, 10%”.

Sobre a opção de realizar o processo seletivo da UFFS levando-se em conta o desempenho no Enem, o Prof. Antonio explica que, “da maneira como é realizado, é a forma mais justa a qualquer pessoa, não a descriminando por raça ou cor, como ocorre com o sistema de cotas em outras universidades”. Além disso, a UFFS oferece também, de acordo com a necessidade do aluno, o auxílio-educação, auxílio-moradia, entre outros.

Ao se pensar na preparação para o Enem, a dica é que, ao desenvolver o tema da redação proposto, a pessoa use os conhecimentos adquiridos e as reflexões feitas ao longo de sua formação. Deve-se escolher, organizar, relacionar argumentos, fatos e opiniões para defender uma forma de ver os assuntos e propostas. Outra dica é pesquisar e fazer as provas realizadas em anos anteriores. Segundo professores, esta é uma boa dica para se preparar para o exame, visto que o estudante adquire familiaridade com as questões apresentadas. Talvez até se possa imprimir os arquivos e realizar a prova em cinco horas, o mesmo tempo de duração do Enem.

O ideal é treinar a redação, pois quanto mais redigir, maior vai ser o desempenho na hora de realizar a prova de redação. Para se atualizar é fundamental ler. De acordo com especialistas é importante ter atenção redobrada às notícias publicadas todos os dias em jornais, revistas e sites.

Explorando Realeza

Por Maria Eduarda Collaço

Local: Feira dos Agricultores de Realeza.

Finalidade: Para os produtores agrícolas da região venderem diversos produtos produzidos por eles.

Ambiente: Os agricultores instalam-se em estandes na praça em frente à Igreja Matriz de Realeza. O ambiente é aconchegante por estar envolto de muitas árvores e plantas.

Comentário da agricultora Terezinha: “Um problema é a estrutura da feira que poderia ser melhorada pela prefeitura. Principalmente em dias de chuva traz muitas complicações”.

Comentário de uma estudante que freqüenta o local: “Adoro vir à feira, porque posso passear com o meu cachorro, comer tapioca e encontrar muitas pessoas”.

O que encontramos na feira:

Banca das Agricultoras Maria Luiza e Vera:
Tapioca feita na hora, pastel feito na hora, cuca, queijo colonial e leite.

Banca da Agricultora Clenir Peres:Bolacha, pão, mandioca, macarrão, frango, ovos e frutas.

Banca da Agricultora Terezinha:Pão, bolachas diferenciadas, sonho, esfirra, suspiro e leite.

Banca do Agricultor Valdomiro Miller:Produtos em conserva, milho, rabanete, cebola, alface e tomate.

Banca da Agricultora Raquel:Pão, ovos, leite, bombons, cuca, verduras, pé de moleque e cricri.

Banca da Agricultora Alicia:Verduras como beterraba, salsinha, alface, pepino, couve flor e laranja.

Público freqüente: Crianças, adultos e idosos.

Comentário da agricultora Clenir Peres: “O movimento está bom, mas precisa melhorar. Pelo tanto de gente que tem em Realeza, deveria ter mais pessoas”. 

Para participar: Só é permitido participar da venda de produtos na feira se são produtos de um agricultor.

Comentário do Agricultor Valdomiro Miller: “Estão faltando mais produtores, pois muitas vezes faltam produtos. E também para ter uma maior variedade”.

Horário de funcionamento: das 16h às 20h30min, nas quartas-feiras, e das 7h às 13h, nos sábados.