terça-feira, 21 de dezembro de 2010

O Comunica e seus “comunicantes”

Após cinco meses de produção, o Comunica “entra em férias”
com saldo positivo e satisfação de seus participantes

Da esquerda pra direita, Prof. Clóvis, Jezebel, Marina, Patrícia, Prof. Marcos,
Jéssica, Giovana, Leandro, Profa. Sabrina, abaixo, Profa. Luciana e Ângela, na
confraternização de encerramento das atividades do Projeto Comunica em 2010.


Por Marina Maria Rodrigues e Patrícia dos Santos (Projeto Comunica/UFFS-Realeza)

No segundo semestre do ano de 2010, os cinco campi da Universidade Federal da Fronteira Sul promoveram o Projeto Comunica, através do alunos contemplados com bolsas de Iniciação Acadêmica e voluntários.

O Comunica é um laboratório textual que tem como objetivo desenvolver a habilidade dos alunos na produção de textos de cunho jornalístico, os quais visam reportar o cotidiano da UFFS, contribuindo com a comunicação e o desenvolvimento da instituição.

O Campus Realeza foi um dos campus que se destacou no Projeto, com o maior número de textos produzidos. Contou com a participação de quatro bolsistas de Iniciação Acadêmica e com seis voluntários que escreviam textos jornalísticos semanalmente.

Além da produção textual, promoveu reuniões de estudos com os professores da área de Letras, o que fez com que o acadêmicos participantes do projeto tivessem acesso a um maior conhecimento sobre os gêneros textuais jornalísticos.

A experiência de participar do Comunica

O Comunica proporcionou aos participantes uma interação com a Comunidade Universitária, e assim houve uma aproximação entre os acadêmicos que participaram do Projeto com administradores do Campus, docentes e discentes de todos os cursos, e servidores da Universidade. A seguir o relato dos acadêmicos que participaram do projeto.

Jéssica Paulleti, acadêmica do Curso de Ciências e voluntária no Projeto Comunica:

"Mesmo sendo voluntário o meu trabalho, me dediquei em fazer todas as pautas. Foi uma experiência muito positiva, pois entrei em contato com novos gêneros textuais, como a crônica, reportagem, notícia e entrevista. Além disso, conheci várias pessoas e professores nos encontros de estudos".

Lucas Carniel, acadêmico do Curso de Letras e voluntário no Projeto Comunica:

"Foi muito bom participar do Comunica, por que consegui entender tecnicamente a produção de textos jornalísticos, pois conheço apenas na prática, e as orientações facilitaram a produção, ainda mais quando somos orientados por quem entende e tem experiência na área".

Eduardo dos Santos, acadêmico do Curso de Letras e voluntário no Projeto Comunica:

"Foi excelente. O que aprendi em 4 meses de estudos no Comunica, não aprendi em um ano na escola".

Leandro Hillesheim, acadêmico do Curso de Medicina Veterinária e bolsista de Iniciação Acadêmica:

"A experiência de participar do Comunica foi ótima. Através do processo de produção de textos semanais e de orientação, pude melhorar muito a minha expressão escrita, não apenas de textos informativos, mas também de todos os outros gêneros. Além disso, a relação com todos os professores participantes, bolsistas e voluntários foi excelente. E foi muito bom ter participado com todos no Comunica".

Giovana Paludo Giombelli, acadêmica do Curso de Nutrição e voluntária no Projeto Comunica:

"Eu tinha muita dificuldade para produzir um texto. No Comunica comecei a praticar a produção textual e as dificuldades foram diminuindo, além de ser uma experiência inexplicável, pois as orientações foram de suma importância para o meu desenvolvimento na escrita".

Jezebel Batista Lopes, acadêmica do Curso de Letras e voluntária no Projeto Comunica:

“O projeto pra mim foi muito importante, pois através dele consegui melhorar meu textos, conviver com mais pessoas no meio acadêmico e dialogar com professores não só no âmbito da sala de aula. O Comunica foi uma grande oportunidade de aumentar meus conhecimentos, sendo que como futura professora de português me possibilitou um maior conhecimento de gêneros e assuntos diferentes".

Marina Maria Rodrigues, acadêmica do Curso de Letras e bolsista de Iniciação Acadêmica:

"Para mim tem sido de grande importância. Tive contato com professores, servidores e acadêmicos de outros cursos. O Comunica promoveu, de certa forma, a integração dos cursos. Além disso, a experiência da produção textual semanalmente foi maravilhosa, pois me permitiu exercer a prática da escrita".

Ângela Roman, acadêmica do Curso de Medicina Veterinária e bolsista de Iniciação Acadêmica:

“O projeto possibilitou um aprendizado na área da produção textual que dificilmente teria simplesmente com o meu curso. Tive a oportunidade de aprender sobre outros aspectos envolvendo a vida acadêmica e a Universidade em si, que possibilitaram uma leitura ampla da realidade e perceber todas as dificuldades que permeiam no desenvolvimento de uma nova postura na educação.

Patrícia dos Santos, acadêmica do Curso de Letras e bolsista de Iniciação Acadêmica:

“O Projeto Comunica foi e vai continuar sendo de grande valia para a UFFS como um todo. Através deste projeto, Comunidade Universitária e Regional tiveram oportunidade de “conversar” entre si, trocando informações e experiências. Além disso, possibilitou que conhecêssemos a realidade de outros campi.

Para mim, tudo foi aprendizagem. Desde os diálogos com meu orientador até visitas a escolas, que me possibilitaram entender a realidade do professor frente à educação no Brasil hoje. Desejo que o Projeto ganhe força no próximo ano e que novos alunos tenham a oportunidade que tivemos de, literalmente, comunicar aprendendo”.

Os orientadores

Semanalmente, os integrantes do Comunica participavam de encontros para estudos sobre produção textual e definições de pautas. Todas as quintas-feiras um professor da área de Letras ministrava uma aula debate sobre variados aspectos do texto jornalístico. Eram eles: Prof. Ms. Clóvis Alencar Butzge, Profa. Ms. Luciana Iost Vinhas, Profa. Dra. Sabrina Casagrande, Prof. Ms. Marcos Roberto da Silva e Profa. Ms. Miriam Schröder.

O Prof. Clóvis conversou com o Comunica para expor suas impressões sobre o projeto ao longo do semestre e também avaliar os resultados: “Desenvolver o Projeto Comunica de forma articulada entre os diferentes campi da UFFS foi um grande desafio. Para isso se viabilizar, foi fundamental a coordenação geral dos professores Diogo Pinheiro e Angela Stübe, do Curso de Letras Chapecó, somados aos esforços de mais nove professores da área de Letras. Mas para realmente o Projeto Comunica acontecer, foi decisiva a adesão de inúmeros alunos, que se dispuseram a uma jornada de trabalho acadêmico além do cotidiano da sala de aula. Com empenho e criatividade, estes acadêmicos deram vida e identidade ao Comunica.”

Quem também falou ao Comunica sobre o que significou o projeto ao longo desse semestre, foi a Profa. Luciana: “Gostei muito da experiência no Comunica. Ela foi positiva em diferentes sentidos. Posso dizer que aprendi sobre as especificidades de cada curso oferecido pela universidade, conheci mais a cidade de Realeza, participei da rotina dos acadêmicos que integraram o projeto sob minha orientação e, principalmente, fui tocada pelos sentidos construídos pelos acadêmicos ao tentarem apreender a realidade linguisticamente. De tudo o que aconteceu no Projeto Comunica, posso dizer que o ponto alto foram as expressões dos acadêmicos, pois a forma como eles se posicionaram frente às problemáticas investigadas fez todo o investimento valer a pena”.

Todos os textos produzidos durante o segundo semestre de 2010, deixam o mural da Universidade mas continuam disponíveis nos blogs http://www.comunicauffs.blogspot.com/ (multicampi) e http://www.projetocomunica.blogspot.com/ (Campus Realeza).

Curso de Nutrição da UFFS faz viagem técnica à Foz do Iguaçú e promove intercâmbio com os estudantes da UNILA

Os professores acompanharam a turma em visita às Cataratas do Iguaçu

Por Giovana Giombelli (Projeto Comunica/UFFS-Realeza)

Nos dias 10 e 11 de dezembro, o curso de Nutrição fez uma viagem de estudos, em busca de novos conhecimentos para as disciplinas de “Meio Ambiente, Economia e Sociedade” e “Cultura, Consumo e Padrões Alimentares”. Os acadêmicos conheceram as Cataratas do Iguaçu, as dependências da residência estudantil da Universidade Federal de Integração Latino Americana (UNILA) e o Hotel Mabu Thermas e Resort.

Além da coordenadora do curso, Profa. Rozane Toso Bleil, os professores Emerson Martins, Érika Ciacchi e Caroline Voltolini acompanharam a excursão. No primeiro dia da viagem, os acadêmicos e os professores foram muito bem recepcionados na residencia estudantil da UNILA. Após o jantar, o Pró-reitor de Extensão, Andrea Ciacchi e o Diretor de Assuntos Estudantis, Sr. Kachel, juntamente com os acadêmicos da UNILA deram as boas vindas aos estudantes da UFFS e agradeceram pela integração feita entre as universidades, esperando que isso possa ser repetido muitas vezes. Da mesma forma, os professores Emerson e Érika e os acadêmicos Gabriel Cerutti e Giovana Giombelli agradeceram pela recepção dos colegas e reiteraram o convite para conhecerem a UFFS. Neste momento, alguns alunos da UNILA e da UFFS relataram suas vivências nas duas instituições, permitindo uma troca de experiências muito interessante.


Estudantes de Nutrição participam de encontro com comunidade acadêmica da UNILA

A residência estudantil na qual os estudantes da UNILA estão instalados apresenta todos os recursos necessários para hospedar os acadêmicos ao longo do semestre, oferecendo, também, opções de lazer. A estrutura existente garante aos acadêmicos que ali moram, vindos de vários países da América do Sul, como Paraguai, Uruguai e Argentina, e principalmente do Brasil, transporte para se deslocarem até a universidade, além de alimentação e moradia gratuita a todos.

Ainda no primeiro dia do passeio, os acadêmicos da UFFS realizaram uma visita técnica ao Hotel Mabu Thermas e Resort, conhecendo o Serviço de Alimentação. O hotel conta com duas nutricionistas e duas estagiárias em Nutrição, além de chefs de cozinhas e funcionários especializados. Os acadêmicos adquiriram conhecimentos sobre os procedimentos que devem ser realizados para se obter um padrão de qualidade adequado em relação a alimentação dos hóspedes. Esta é uma área de atuação do profissional Nutricionista pouco conhecida, porém com grande tendência de crescimento, principalmente nessa região, destaca a profa. Rozane.

Contudo, a visita às Cataratas do Iguaçu tanto no lado do brasileiro como no lado argentino proporcionou momentos inesquecíveis à turma, propiciando uma maior interação com o meio ambiente e para muitos, foi a primeira vez em que estiveram nas Cataratas. Todos puderam apreciar um dos cenários mais belos que a natureza oferece, pois naquele dia as Cataratas estavam com o volume de água acima da média. No sábado, durante a visita ao país vizinho, os alunos almoçaram em um restaurante que oferecia pratos típicos da culinária argentina, fazendo-os conhecer um pouco da cultura alimentar daquele país.

Todos adquiriram conhecimentos em visita técnica ao Hotel Mabu

Essa viagem propiciou muitos momentos inesquecíveis e que puderam esclarecer muitas dúvidas, como relata a estudante de Nutrição Angélica Werkhausen: “Primeiramente, conhecer o Hotel Mabu fez com que eu tivesse mais certeza da profissão que escolhi. Achei muito interessante essa integração com a UNILA e acho que esse tipo de atividade extra curricular deve acontecer mais vezes, pois os alunos acabam conhecendo lugares e pessoas diferentes e adquirindo novos conhecimentos que servem como experiência para o futuro, além de tornar os acadêmicos mais maduros e responsáveis”. Também as interações que ocorrem entre professores e alunos são de fundamental importância para o acadêmico, uma vez que proporciona uma rica troca de experiências.

Ambiente virtual da UFFS já está em funcionamento

Por Leandro Hillesheim (Projeto Comunica/UFFS-Realeza)

A UFFS já conta com o ambiente virtual Moodle, ferramenta interessante na complementação do ensino presencial. A plataforma permite a transmissão e a organização dos conteúdos e materiais de apoio às aulas pelo fato de disponibilizar vários recursos. O ambiente facilita a comunicação entre acadêmicos e professores, assim como entre discentes pela interação virtual.

Alguns de seus recursos são: criação de chats, disponibilização de materiais de apoio às aulas, avaliação do curso, diálogo, envio de trabalhos, fórum, pesquisa de opinião e questionário. Para os professores, uma das principais vantagens é a possibilidade de receber os trabalhos acadêmicos e disponibilizar as notas com menos burocracia. Para os alunos, uma facilidade é a de ter disponível o conteúdo das disciplinas; outra é a verificação das notas e dos trabalhos enviados. A discussão de assuntos da disciplina pode ser feita pelo chat.

O acesso ao Moodle pode ser feito pelo endereço http://moodle.uffs.edu.br/, informando o login e a senha, os mesmos do Portal do Aluno utilizados na rematrícula. Como já informado em outros meios, os alunos que ainda não retiraram a senha e o login devem fazê-lo na Secretaria Acadêmica do campus o quanto antes para começar a utilização.

Alguns professores já estão utilizando o Moodle. Porém, como o ambiente entrou em funcionamento no final do semestre, a expectativa é de que somente no ano de 2011 será utilizado na maioria das disciplinas.

Alcoólicos Anônimos, uma alternativa para quem quer mudar

Por Ângela Roman e Leandro Hillesheim (Projeto Comunica/UFFS-Realeza)

Segundo a Organização Mundial da Saúde, o alcoolismo é uma doença progressiva – espiritual e emocional tanto quanto física. Na maioria das vezes, os alcoólicos perdem o controle da quantia de doses que consomem e não conseguem se recuperar por conta própria. Dentro de uma perspectiva de transformação dessa realidade, nasce o A.A. (Alcoólicos Anônimos).

Alcoólicos Anônimos é uma irmandade mundial de homens e mulheres voluntários, vindos de todas as camadas sociais, que se reúnem para alcançar e manter a sobriedade. O único requisito para ser membro é o desejo de parar de beber, não havendo a necessidade de pagar taxas ou mensalidades. Estima-se que existem, atualmente, cerca de 120 mil grupos e mais de 2 milhões de membros, em 180 países, sendo 6 mil grupos no Brasil.

Toda essa história começou em 1935, quando, através de iniciativa de um corretor de bolsa de valores e de um médico cirurgião, ambos americanos e dependentes de bebida alcoólica, fundaram a irmandade. O intuito do A. A. era ajudar todos que sofriam da doença do alcoolismo a se recuperar.

O funcionamento do A. A. está fundamentado na ajuda mútua, na qual os membros compartilham experiências de sofrimento e recuperação do alcoolismo. Cada grupo realiza reuniões regulares, abertas e, geralmente, consistem das palavras de um coordenador ou de mais membros que se disponibilizem a compartilhar suas experiências. Algumas reuniões são específicas para informar o público não alcoólico a respeito da instituição.

O A.A., por ser uma instituição independente e auto-suficiente, não aceita doações de não-membros, mantendo-se apenas com as contribuições espontâneas. Não está ligado a nenhuma seita ou religião, nenhum movimento político, nenhuma organização ou instituição; não deseja entrar em qualquer controvérsia e não apóia nem combate quaisquer causas. Assim, o propósito primordial dos membros é manter-se sóbrios e ajudar outros alcoólicos a alcançarem a sobriedade.

A caminhada do A. A. segue doze passos, doze tradições e doze conceitos. Os doze passos consistem em um grupo de princípios para que, assim, quando praticados como um modo de vida, possam expulsar a necessidade por bebida e tornar o indivíduo íntegro, feliz e útil. As doze tradições dizem respeito à vida da própria Irmandade e orientam a relação da unidade com o meio exterior, a forma de viver e se desenvolver. Os doze conceitos são uma leitura da estrutura dos serviços prestados pelo A.A. Transparecem a evolução, detalhando as experiências e as razões pelas quais está apoiado o processo de recuperação.

O A.A. no Paraná está descentralizado em cinco centros regionais para facilitar a organização da comunidade, a saber, Cascavel, Curitiba, Cianorte, Ponta Grossa e Francisco Beltrão. A cidade de Realeza está inserida no último.

Há 20 anos, o A.A. de Realeza desenvolve atividades prestativas à comunidade, especialmente na forma de reuniões, tanto ao membro quanto à sua família. Nestas reuniões, todos podem participar e dar sua contribuição. Atualmente, elas ocorrem todas as semanas, às oito da noite das quartas-feiras, no salão da paróquia.

UFFS Realeza busca implementação de Mestrado em Ciências da Alimentação

Primeira turma tem previsão para começo em 2013

Por Giovana Giombelli (Projeto Comunica/UFFS-Realeza)

Após várias discussões sobre a implantação de cursos de mestrado e de doutorado no campus Realeza, foi feita mais uma reunião na última semana do mês de novembro para organizar como será a maneira mais viável de implantação desses cursos. Nas discussões estiveram presentes os integrantes do Grupo de Trabalho (GT) do mestrado em Ciências da Alimentação, o qual é formado por docentes dos campi Chapecó, Laranjeiras do Sul e Realeza.

Conforme determinação do Ministério da Educação (MEC), para que uma instituição de ensino superior seja considerada uma universidade ela precisa ter quatro cursos de mestrado e dois cursos de doutorado. O prazo dado pelo MEC para que a UFFS faça a implantação de três mestrados e um doutorado é o ano de 2013, sendo que, até 2016, todos os cursos deverão estar implantados.

Foi definido que um dos cursos de mestrado da UFFS a ser implantado será intitulado “Ciências da Alimentação”. Visou-se, com essa escolha, abranger os cursos de Ciências, Medicina Veterinária e Nutrição existentes no campus Realeza. Os professores responsáveis pelas discussões são Sérgio Luiz Alves Júnior (Chapecó), Catia Tavares dos Passos e Tiago Bergler (laranjeiras do Sul), e Adolfo Firmino Neto, Rozane Tozo Bleil, Clovis Piovizan, Carina Fransciscatto e Érika Marafon Rodrigues Ciacchi (Realeza).

O curso de mestrado em Ciências da Alimentação deverá ter três linhas de pesquisa: Segurança Alimentar, Tecnologia de Alimentos e Avaliação e controle de qualidade de alimentos. O objetivo é promover a formação de pesquisadores que garantam desenvolvimento científico e desenvolvimento de tecnologias adequadas para a produção de alimentos, com ênfase na agricultura familiar.

Este projeto será apresentado à CAPES no início de 2012. A perspectiva é muito grande, pois há um grande desafio pela frente, principalmente no que concerne à estrutura oferecida pela universidade, visto que ainda precisa ter seus laboratórios de pesquisa implantados depois da construção do prédio definitivo. Entretanto, o grupo está trabalhando para que isso não seja um empecilho e que o curso seja muito bem conceituado em todos os seus parâmetros. Com isso, pretende-se contribuir com o desenvolvimento de toda a região do sudoeste do Paraná.

sábado, 18 de dezembro de 2010

Acadêmicos do curso de Licenciatura em Ciências da UFFS/Realeza participam do primeiro Workshop sobre Tópicos Avançados de Física em Foz do Iguaçu

O evento aconteceu entre os dias 5 e 8 de dezembro
e contou com a discussão de vários temas.

Por Jezebel Batista Lopes (Projeto Comunica/UFFS-Realeza)

No último dia 5 de dezembro, os acadêmicos do curso de licenciatura em ciências da Universidade Federal da Fronteira Sul (UFFS) - campus Realeza - viajaram para participar do primeiro Workshop sobre Tópicos Avançados de Física – WTAF, que foi realizado na Universidade Federal de Integração Latino Americana – UNILA.

O evento foi organizado pela UNILA juntamente com a Sociedade Brasileira de Física – SBF, realizado no Parque Tecnológico da Itaipu – PTI, onde funciona o campus provisório da UNILA. Foi o primeiro ano deste Workshop, um evento internacional, voltado para a América Latina. No decorrer do ano de 2011, no Brasil, haverá várias dessas conferências para que haja a integração dos conhecimentos relacionados à ciência, na América Latina. A ideia é, com a ajuda da UNILA, concentrar todos esses eventos em datas próximas e realizá-los em Foz do Iguaçu.

O professor Dr. Clóvis Caetano, em conversa com o Comunica, ressalta a importância da participação discente no evento, “a participação em eventos como esse é fundamental para o desenvolvimento acadêmico dos alunos, pois, propicia uma interação com professores experientes e também com estudantes de outras universidades brasileiras e de outros países. O contato com essas pesquisas, tanto de ciência básicas, quanto voltadas às aplicações tecnológicas, é muito importante para esses futuros professores de ciências, pois os mantêm atualizados com o que vem sendo feito de mais avançado no mundo científico”.

O evento contou com a participação dos seguintes discentes da UFFS: Alessandra da Silva, Débora Regina Schmidt, Flávia Luane Rommel, Luciano Dorochowicz, Mateus Wilians Jandrey, Pedro Augusto Gluszewicz Santana, todos de licenciatura em ciências.

O acadêmico Mateus Wilians Jandrey relatou ao Comunica sobre a integração com acadêmicos de outros países, “nós ficamos em um hotel com mais 8 pessoas, destas, 6 paraguaios da Universidade Nacional de Assunción. Foi muito boa essa interação, porque podemos ver que o país tem uma potência muito grande com relação às ciências”.

Segundo a acadêmica Débora Turchetto, “a interação foi a melhor possível. Nossos colegas tinham uma cultura diferente, uma língua diferente (Espanhol), o que, as vezes, dificultava, é que algumas palavras causaram ambigüidades, mas tanto nós, quanto eles relevaram”.

Ainda em conversa com o Comunica, a acadêmica Debora falou sobre a experiência na participação do evento, “tenho a dizer que foi uma experiência inesquecível, pois, tive a possibilidade de conhecer discentes de outros lugares com visões diferentes. Tive contato com assuntos muito interessantes que vão contribuir com a minha formação. Mesmo que os assuntos abordados no evento fossem avançados para discentes do 1° período de Física, creio que todos que participaram aproveitaram o máximo possível, e se identificaram com alguns assuntos (...) E tudo o que foi visto e discutido só veio a contribuir com o meu conhecimento, além de termos a possibilidade de integração com discentes do Paraguai e Bolívia”.

A resposta dos acadêmicos foi positiva, voltaram entusiasmados com as novidades, e com a troca de experiências e os novos conhecimentos obtidos.

Mau tempo atrapalha atividades voluntárias da UFFS - Campus Realeza

Por Marina Maria Rodrigues (Projeto Comunica/UFFS-Realeza)

No último dia 11, estava programado o primeiro "Natal Feliz", que seria um projeto voluntário do Campus Realeza com o apoio do Rotary Club de Realeza. Foi proposta uma tarde de atividades de recreação com crianças da comunidade do Alto Boa Vista, interior de Realeza, mas o tempo ruim e a chuva prejudicou a programação.

A intenção desse projeto era criar uma aproximação entre a Universidade e a sociedade realezense. Então, teve-se a ideia de um trabalho voluntário com a finalidade de fazer atividades cooperativas com criança carentes, por esse motivo a comunidade do Alto Boa Vista, localizada na saída para Cascavel, foi escolhida.

O convite foi estendido a todos os acadêmicos do Campus, e além de ser um trabalho de interação com a comunidade, também iria fazer a integração dos cursos. O corpo docente e servidores da UFFS também iriam participar das atividades.

Quem deu início ao projeto foi o acadêmico do Curso de Ciências Juan Corrêa, que afirma ter tido uma decepção pelo cancelamento das atividades: "Estávamos empolgados, por ser o primeiro evento em que nós acadêmicos iríamos ter um envolvimento com a sociedade. Por um lado foi ruim, porque já tínhamos nos organizado e, por outro lado, foi bom também, haverá mais tempo para nos prepararmos. Está sendo vista outra data, provavelmente será no próximo semestre em 2011".

O professor Júlio Trevas coordenou a organização do projeto. Ele também diz que foi uma decepção, mas afirmou que será marcada nova data: "A chuva nos impediu de realizarmos o evento, mas logo no início de 2011 vamos realizar esse projeto".

UMA lei, VÁRIAS realidades

Por Ângela Roman (Projeto Comunica/UFFS-Realeza)




As discussões acerca dos Direitos Humanos já faziam parte dos debates dos filósofos da antiguidade. No decorrer da história, essas discussões alcançaram extensões inimagináveis tanto de época, cultura, como de necessidade. Muitos atentados foram deferidos contra os Direitos Humanos na modernidade pela a ação de ditaduras exacerbadas e de genocídios, como o ocorrido aos Judeus na Segunda Guerra Mundial. Tais fatos evidenciam a urgência da manutenção da prática desses direitos, pois eles existiam, mas não eram assegurados efetivamente por órgãos jurídicos.

Em nossa sociedade, faz-se necessária a expansão da luta, aglomerando aliados pela efetivação dos Direitos Humanos. Dessa forma, opera-se uma mudança na realidade dos cidadãos que, diariamente, são vítimas de um sistema desigual, o qual prega, com uma mão, a Constituição dos Direitos Humanos nos muros das cidades e, com a outra, impede o acesso a eles. Isso é fato! Para melhor elucidar essa afirmação, buscou-se embasamento na Constituição e em notícias que ilustram a verdadeira realidade dos cidadãos e de seus direitos.

Artigo I.

Todos os seres humanos nascem livres e iguais em dignidade e direitos. São dotados de razão e consciência e devem agir em relação uns aos outros com espírito de fraternidade.

Fato - Garotas de 13 e 14 anos na rodoviária da Capital são usadas como objetos sexuais em plena luz do dia. O pouco dinheiro ganho (R$ 5,00, em muitos casos) é para conseguir alimento e ajudar a família. - Jornal Correio Braziliense 2008.

Artigo II.

1. Todo ser humano tem capacidade para gozar os direitos e as liberdades estabelecidos nesta Declaração, sem distinção de qualquer espécie, seja de raça, cor, sexo, idioma, religião, opinião política ou de outra natureza, origem nacional ou social, riqueza, nascimento, ou qualquer outra condição.

Fato - Dos 183,9 milhões de habitantes do Brasil, 9,3% se encontram no Índice de Pobreza Humano (IPH). O índice representa as carências quanto ao desenvolvimento humano relativos ao IDH (Índice de Desenvolvimento Humano). - Projeto A Terra, 2010.

2. Não será também feita nenhuma distinção fundada na condição política, jurídica ou internacional do país ou território a que pertença uma pessoa, quer se trate de um território independente, sob tutela, sem governo próprio, quer sujeito a qualquer outra limitação de soberania.

Artigo III.

Todo ser humano tem direito à vida, à liberdade e à segurança pessoal.

Fato - No Brasil, são 25,6 mortes para cada mil nascimentos. - Projeto A Terra, 2010.

Fato – Em 2004, o número de homicídios atingiu 51,7 a cada 100 mil jovens. – R7 Notícias.

Artigo IV.

Ninguém será mantido em escravidão ou servidão; a escravidão e o tráfico de escravos serão proibidos em todas as suas formas.

Fato - Entre 1995 e 2003, foram fiscalizadas 1.011 fazendas e libertados 10.726 trabalhadores. Se incluído o primeiro semestre de 2004, o número de trabalhadores libertados é de cerca de 16 mil. - Revista Repórter Brasil, Junho 2004.

Artigo V.

Ninguém será submetido à tortura nem a tratamento ou castigo cruel, desumano ou degradante.

Fato - Na América Latina e Caribe, a violência doméstica atinge entre 25% a 50% das mulheres. - Instituto Patrícia Galvão.

Artigo VI.

Todo ser humano tem o direito de ser, em todos os lugares, reconhecido como pessoa perante a lei.

Artigo VII.

Todos são iguais perante a lei e têm direito, sem qualquer distinção, a igual proteção da lei. Todos têm direito a igual proteção contra qualquer discriminação que viole a presente Declaração e contra qualquer incitamento a tal discriminação.

Fato – Nos países Uganda, Mauritânia, Nigéria, Sudão, Somália, Iêmen, Arábia Saudita e Irã os governantes apoiados por leis prendem e executam gays e lésbicas. - 2009, R7 noticias.

Artigo VIII.

Todo ser humano tem direito a receber dos tribunais nacionais competentes remédio efetivo para os atos que violem os direitos fundamentais que lhe sejam reconhecidos pela constituição ou pela lei.

Fato - O aumento da incidência de Aids entre adolescentes, principalmente meninas, preocupa as autoridades do Ministério da Saúde.

Artigo XXVI.

1. Todo ser humano tem direito à instrução. A instrução será gratuita, pelo menos nos graus elementares e fundamentais. A instrução elementar será obrigatória. A instrução técnico-profissional será acessível a todos, bem como a instrução superior, esta baseada no mérito.

Fato - Em 2002, o índice de analfabetos era de 10,9%. – IBGE.

2. A instrução será orientada no sentido do pleno desenvolvimento da personalidade humana e do fortalecimento do respeito pelos direitos humanos e pelas liberdades fundamentais. A instrução promoverá a compreensão, a tolerância e a amizade entre todas as nações e grupos raciais ou religiosos, e coadjuvará as atividades das Nações Unidas em prol da manutenção da paz.

3. Os pais têm prioridade de direito na escolha do gênero de instrução que será ministrada a seus filhos.

Um ser especial em nossas vidas

O símbolo das APAEs significa amparo e proteção a todas
as pessoas portadoras de alguma necessidade especial.

Por Jéssica Pauletti (Projeto Comunica/UFFS-Realeza)

O dia da criança especial é comemorado em 09 de dezembro, mas esta data também procura lembrar não só as crianças, como todas as pessoas especiais, portadoras de alguma necessidade. Devido à tamanha importância da data, o Comunica se dirigiu até a Associação de Pais e Amigos dos Excepcionais (APAE) de Realeza para conversar com a coordenadora daquela instituição, Sônia Maciel de Souza. Ela destacou questões sobre quem são os profissionais envolvidos com os alunos, bem como sobre as oficinas que são trabalhadas lá e, ademais, sobre a importância dos acadêmicos da UFFS estarem mais próximos da realidade dessa escola e de seus alunos.

A APAE deste município é chamada de Escola de Educação Especial Primavera, tem 24 anos de existência, conta com 86 alunos (de bebês até adultos), oriundos da cidade e do interior. A rotina dos alunos começa a partir do momento em que o ônibus, devidamente equipado, passa nas casas, ou próximo a elas, para buscá-los. Já na escola, eles permanecem até às 9:00h em sala com atividades pedagógicas. Depois disso, são destinados 25 minutos para o intervalo e, após, retornam à sala até às 11:30 horas, quando, então, voltam aos seus lares. A tarde acontece o mesmo processo, com outros alunos.

Os profissionais que trabalham com esses educandos são vários, mas necessários. São cerca de 16 professores, 2 fonodiólogas, 2 fisioterapeutas, 1 terapeuta ocupacional, 1 psiquiatra e 1 assistente social. Depedendo da característica do aluno, eles são dispostos nas salas. Dessa forma, há aqueles que cursam o ensino fundamental regular, outros desenvolvem atividades como educação física, artes e jogos de xadrez, e, ainda, existem os bebês, cujas atividades se baseiam no desenvolvimento motor e da visão.

A escola dispõe de oficinas chamadas de "protegidas terapêuticas" (educação profissional), cada uma das oficinas é trabalhada por turmas específicas. Há 2 turmas que são destinadas a cuidar da jardinagem, uma fica mais na estufa e a outra toma os cuidados com o pátio. Um outro grupo ainda participa da oficina de malharia, na qual são feitas camisas com estampas, de maneira artesanal. Há ainda, aqueles que produzem materiais de crochê, tricô e tapetes e aqueles que fazem a foração de caixas, reutilizando papéis que poderiam ir pros lixões. E, por fim, existe um grupo de dança que se apresenta tanto na escola como em eventos externos.

                                                                                                         Jéssica Pauletti
Mudas de flores que são cultivadas e cuidadas pelos próprios alunos da APAE.

A coordenadora Sônia frisa: “todas as pessoas têm direitos iguais, mesmo que alguns sejam especiais. Os trabalhos com esses indivíduos são mais lentos, precisam ser minusiosos, e existe a necessidade de encontrar formas e recursos diferentes para ensinar, mas tudo isso é recompesador", lembra a coordenadora.

A APAE recebeu auxílio da prefeitura municipal, por meio da doação do ônibus adaptado e dos serviços de um motorista. A escola ainda conta com uma parceria com o posto de saúde, que disponibiliza atendimento sempre que necessário. Há também um grupo de cidadãos da sociedade realezense que desenvolve o papel de sócio-contribuinte, doando R$ 10,00 por mês. Dessa forma, esses cidadãos passam a ter o direito de participar nas reuniões, ou seja, interagir diretamente com a instituição.

Ao final da conversa, a coordenadora Sônia ressaltou que é preciso um envolvimento assíduo dos acadêmicos da UFFS com a APAE do município. Isso vai proporcionar motivação para os alunos dessa escola e uma nova visão da comunidade sobre os universitários. O Comunica entende que esse trabalho vai enriquecer tanto a formação acadêmica do aluno da UFFS, como a formação de um cidadão que aprenda a conviver com as “diferenças” que, aos nossos olhos, são insignificantes perto do talento que essas pessoas especiais conseguem demonstrar.

Campus Realeza já tem novo Diretório Acadêmico

A chapa União Estudantil – UNE Realeza conquistou a vitória
por 100 votos contra 76 da chapa ACORDA

                                                                                           Christiano Castellano/UFFS
O Prof. Marcos Beal, mediador do debate, entre os candidatos
Emanoel Matos (chapa ACORDA) e Jéssica Pauletti (UNE).

Por Patrícia dos Santos (Projeto Comunica/UFFS-Realeza)

A Universidade Federal da Fronteira Sul – Campus Realeza já tem um novo Diretório Acadêmico. A votação para definir os novos representantes aconteceu no dia 14 de dezembro e contou com uma participação razoável da comunidade acadêmica. Durante manhã e noite, os acadêmicos puderam exercer seu direito de escolha, comparecendo ao local de votação, posicionado dentro do campus, portando documento oficial com foto para votar.

Debate entre as chapas

Após uma semana de campanha, um debate foi organizado entre as chapas concorrentes, um dia antes das eleições, para que seus candidatos a presidente pudessem explanar seus planos de gestão e sua visão política de universidade. O debate foi mediado pelo professor de Sociologia da UFFS, Marcos Antônio Beal, que fez perguntas formuladas por ele juntamente com a Comissão Eleitoral e pela plateia. Também foi aberto espaço para que os próprios candidatos fizessem perguntas aos seus oponentes.

Os temas abordados no debate abrangeram assuntos relacionados à gestão financeira, integração entre os cursos, relações institucionais com a Reitoria e com a Direção do Campus, infra-estrutura, Movimento Estudantil entre outros.

A decisão dos acadêmicos

Na noite do último dia 14, aproximadamente às 22h00, o resultado final das eleições apontou a chapa UNE como vencedora. Foram 100 votos contra 76 da chapa ACORDA.

Em conversa com o Comunica, a nova presidente do Diretório Acadêmico da Universidade Federal da Fronteira Sul do Campus Realeza, Jéssica Pauletti, agradeceu o apoio dos alunos e falou sobre suas expectativas para essa gestão: “Por início, a chapa União Estudantil (UNE Realeza) eleva seus agradecimentos a todos que apoiaram e depositaram seu voto de confiança em nós. As expectativas são as melhores, estamos confiantes, mas vale ressaltar que não faremos nada sozinhos, já que somos os representantes dos acadêmicos. São problemas que giram em torno deles que procuraremos resolver. As ações já começaram este ano e só tendem a crescer. Uma das primeiras ano que vem é a recepção dos calouros e a conquista de um espaço físico mais adequado”.

UFFS, um sonho que se realiza

Para alguns uma utopia, e para muitos a OPORTUNIDADE

Por Marina Maria Rodrigues (Projeto Comunica/UFFS-Realeza)

Hoje em dia o sonho de estudar em uma universidade pública, ter uma formação de qualidade e acessibilidade ao ensino superior vem se tornando possível cada vez mais. É o que a UFFS - Universidade Federal da Fronteira Sul está proporcionando à população da Mesorregião da Grande Fronteira do Mercosul. O Paraná é um dos três estados contemplados, conta com dois campi: um em Laranjeiras do Sul e o outro em Realeza.

Na Região Sudoeste do Paraná não havia muita acessibilidade à universidade pública, pela localização dos campi, e pelos processos seletivos das instituições, contando apenas com a UTFPR - Universidade Tecnológica Federal do Paraná e a UNIOESTE - Universidade Estadual do Oeste do Paraná.

O Campus Realeza está localizado no centro da Região Sudoeste e a UFFS valoriza alunos oriundos de escolas públicas, ou seja, o aluno ganha uma bonificação de acordo com a quantia de anos que estudou em escolas de ensino público. Essa bonificação é agregada à nota do ENEM - Exame Nacional do Ensino Médio. Para fazer a inscrição na Universidade, é necessário ter feito o exame. O Campus ofertará em 2011, 278 vagas, sendo 50 em Medicina Veterinária, 44 em Nutrição, 34 em Letras Português e Espanhol – Licenciatura, e 150 em Licenciatura em Ciências.

Além de se instalar uma instituição de ensino superior e gratuito, muitos veem nisso uma forma de desenvolvimento local, valorização da cidade e benefícios para a população. Segundo o comerciante Giovane Ló, "é ótimo ter uma universidade aqui, não só para mim que trabalho com o transporte escolar, mas para qualquer comerciante, e também os meus filhos podem ter acesso a ela, o que possibilita uma boa formação".

UFFS e suas perspectivas

O Comunica foi ao Colégio Estadual Doze de Novembro para saber a opinião do diretor e dos formandos sobre a UFFS. Segundo o diretor Moacir Mardei Furtado "é de suma importância a universidade aqui em Realeza, dá oportunidade para quem mora aqui, para muitos que não têm condições e trabalham ao mesmo tempo. Também os critérios de avaliação da UFFS, as notas no ENEM facilitam e incentivam o aluno, principalmente de escola pública, além de trazer o desenvolvimento para nossa cidade."

Para mais informações, o Comunica entrou em contato com estudantes do Ensino Médio da região e com acadêmicos de outras instituições, e foi expresso o que cada um pensa em relação ao acesso a uma universidade federal perto de casa e com um ensino de qualidade.

A estudante Pollyanna Sossela, 18 anos, moradora de Realeza, mas que estuda no Município de Santa Izabel D'Oeste, no CEGA - Colégio Estadual Guilherme de Almeida, é formanda da turma de Formação de Docentes 2010. Pollyanna acredita que "é muito bom ter uma universidade federal, aqui em Realeza. É uma oportunidade para muita gente que não tem condições de ir estudar fora, e que agora pode estudar e ficar por aqui mesmo, além de ser gratuito é de qualidade. Quem não quer ter uma boa formação e gratuitamente? Para as pessoas que têm condições de pagar é outra coisa."

Outra estudante que acredita que a UFFS é uma boa oportunidade é a aluna do 2º ano do Ensino Médio, Patricia Karine Piotroski, de 15 anos, residente em Pérola D'Oeste e aluna do Colégio Estadual Padre Réus - Ensino Fundamental e Médio. Segundo a adolescente, "a UFFS permite o acesso à universidade para as pessoas que não têm condições de pagar e querem estudar, e ainda na região, perto de casa, é muito bom."

Em Pérola mesmo, Daniela Ferrari, 18 anos, se formou em 2009 no mesmo colégio que Patricia estuda hoje, e está tentando ingressar em uma universidade pública e acredita que é "superinteressante ter uma universidade pública na Região

Sudoeste, porque tendo uma universidade federal de qualidade próximo à minha cidade, tenho a chance de me formar no curso desejado com uma maior praticidade, pois não preciso morar fora de casa, e nem me preocupar com mensalidades no fim do mês e o melhor, com a certeza de estar estudando em uma instituição de ótima qualidade o que favorece ainda mais a escolha pela UFFS".

O acadêmico de Engenharia Agrícola Alam Sagrilo, da UNIOESTE - Campus de Cascavel, é morador do interior de Pérola D'Oeste e deseja ingressar na UFFS Campus de Realeza que se localiza próxima à cidade onde reside. Alam almeja cursar Medicina Veterinária: “enfrento vários empecilhos no meu atual curso de graduação, é demasiado longe da cidade onde resido, assim gerando um grande despesa à minha família, e um grande transtorno com viagens longas. Meu atual curso também não é o de minha preferência, mas acabei optando por ele, por ser até então o mais próximo à minha cidade. Agora com a abertura da UFFS, e o curso de minha preferência na cidade de Realeza, quero ingressar na mesma, acabando com meus custos exagerados e cursando algo que é de meu agrado".