quarta-feira, 8 de junho de 2011

Realeza,

Cidade em transformação

Com a vinda da UFFS a população realezense acredita em um
desenvolvimento local e interação com novas culturas

Por Marina Maria Rodrigues e Vanessa Pagno

Em 2010, instalou-se em Realeza a Universidade Federal da Fronteira Sul. Com a chegada da Universidade, a população realezense acreditava em um crescimento próspero e significativo para o município. A cidade se preparava para receber novos cidadãos, pessoas que viriam à Realeza construir seu futuro e realizar o sonho de cursar uma universidade federal. Além de acadêmicos, viriam também professores e técnicos administrativos de outras cidades para dar início às aulas na UFFS.

Com a vinda de tantas pessoas para o município, a procura por imóveis teve um aumento significativo. É o que comenta a corretora de imóveis, Andréa de Meira, representante da Victor Meira Consultoria e Empreendimentos Imobiliários: “Teve muita gente que duvidou da implantação de uma universidade em Realeza, mas sempre tivemos uma boa expectativa em relação à UFFS. Muitos ainda questionam o aumento das construções em Realeza, vemos isso como uma ótima oportunidade, pois como a procura é grande e tende a aumentar a cada ano, é importante para o nosso ramo ter mais opções e variedades, tanto na qualidade quanto nos valores das locações”.

Realeza passou a ser uma cidade universitária e para isso precisou se adaptar a essa realidade, comenta Franciele Lima, responsável pelo departamento comercial da Word Line Net – WLN, provedor de internet. A empresa teve que investir em novas tecnologias para oferecer a estudantes internet de qualidade e bons preços. “Hoje em dia a internet é uma ferramenta importante para os estudos”, destaca Franciele.

O Comunica também conversou com o senhor Luiz Macarine, dono do Bazar Lise, que acredita que Realeza precisava de uma universidade. Ele comentou que além de a cidade ser bem localizada no centro da região sudoeste do Paraná, ela é importante, pois mantém os jovens estudando na própria cidade, ou bem próximo a ela, evitando o deslocamento desses jovens para regiões muito distantes e a necessidade de esses estudantes irem morar em outras cidades. O comerciante ainda destacou a oportunidade que têm as pessoas da região de estudarem em uma universidade gratuita e de qualidade.

Um dos lugares mais frequentados pelos acadêmicos é a Rodoviária Municipal de Realeza, é o que afirma dona Palmira Agostini, que há 20 anos trabalha em uma agência da rodoviária. Ela comenta ainda que a cidade tem uma movimentação maior, depois da implantação da universidade: “Com a vinda da UFFS, a cidade será mais valorizada, contribuindo para o crescimento dela. Sempre esperamos que a cidade melhorasse. Uma vez Realeza tinha um número populacional maior, mas muita gente foi embora, agora temos a oportunidade de crescer novamente”.

Novos realezences

Além de alunos da região sudoeste do Paraná, a UFFS/Realeza tem alunos de outras regiões. É o caso da acadêmica de nutrição Leidiane Josi Budel, que motivou-se a sair de Rondonópolis (MT) e vir para Realeza estudar em uma universidade gratuita. Ela comenta como conheceu a Universidade: “Através dos meus familiares que moram aqui na região fiquei sabendo de uma universidade federal, pesquisei no site da UFFS e me interessei”. Para aqueles que não sabem, Rondonópolis fica a 3.000 km de Realeza, o que mostra interesse da jovem pela formação e a importância que a UFFS tem para sua vida acadêmica.

Vindos de não tão longe assim, os catarinenses também marcam sua presença no Campus. Alexandro Werle, calouro de ciências, veio da cidade de Cunhataí (SC) próximo à divisa com o Rio Grande do Sul. Perguntado sobre a possibilidade de estudar mais perto de casa, ou seja, na UFFS/Chapecó, Alexandro afirma que queria fazer um curso na área de Física e veio à Realeza com esse intuito. Também frizou que está gostando da cidade e principalmente da Universidade.

Também temos alunos que são da região sudoeste, bem próximo à Realeza, no entanto preferem morar aqui por conta dos gastos dispendidos para o transporte diário até a UFFS. A universitária Débora Schmidt, que está no 3º período de Ciências, saiu da cidade de Pinhal de São Bento e veio morar em Realeza, no início do ano letivo de 2011, com o intuito de melhorar as suas condições de estudos: “Além da questão financeira, estar morando aqui me possibilita participar de projetos que vão contribuir para minha formação”.

Além do desenvolvimento econômico da cidade, destacado acima pelos moradores mais antigos de Realeza, há um processo natural de contato entre culturas que, consequentemente, mudará também os costumes da cidade.

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