terça-feira, 5 de abril de 2011

A dona da banca

Conheça a história da mulher que está atrás do balcão e à frente de seu tempo

Por Patrícia dos Santos (Projeto Comunica/UFFS-Realeza)

Há 53 anos, Irene Rodrigues dos Santos, a Dona Irene, chegava à Realeza acompanhada da mãe, avós e tios.

Após a separação dos pais de Irene, em Francisco Beltrão, a família decidiu adquirir terras na região do Município de Realeza. Viajaram todos a cavalo, homens à frente desmatando e abrindo caminho para que os demais pudessem passar com o gado e os condimentos que traziam para o consumo próprio. Ao chegarem, viviam daquilo que produziam, da caça, de frutas silvestres, e, quando necessário, procuravam o comércio mais próximo, que ficava na comunidade de Sarandizinho, próxima à cidade de Ampére, tendo de passar a noite na casa do próprio comerciante, já que era impossível realizar a viagem de ida e volta no mesmo dia.

Diferente de seus quatro irmãos, a menina Irene nunca se conformou em crescer sem a presença do pai. Sua infância foi desenhada à sombra da responsabilidade precoce. Aos seis anos Irene cuidava da irmã, que necessitava de atenção especial, para que sua mãe pudesse trabalhar. E em seu mundo de brinquedo, criança que era, cuidava de bonecas de pano, já que sabia bem como o fazer.

Além disso, naquelas terras era possível voar ao balanço de cipós, era possível ouvir o som de cada gota de água no silêncio das pescarias e lá longe, no vizinho, ouvia-se o povaréu ao redor do rádio que contava as notícias da região e, finalmente, brindava seus ouvintes com músicas de raiz.

A mãe casou-se novamente, mas foi traída pelo marido que lhe roubou a assinatura para vender seu pobre patrimônio a um empresário de uma cidade próxima. Foram muitas viagens sobre cavalos, noites dormidas à beira da estrada em paióis e cafés preparados à luz do fogo que crepitava entre um amontoado de pedras. Isso tudo para chegar à cidade de Santo Antônio, que apesar de levar nome de Santo que recupera o que foi perdido, esse advogado nada pôde fazer.

Irene e família foram despejados, retirados de seu lugar pelo exército que, a pedido do novo proprietário, não permitiu que levassem nem a comida que há muito era estocada. A mãe foi tirada de dentro de casa sobre duas tábuas, já que adoecera e mal conseguia andar.

Apesar do peso da mão do destino sobre suas costas, a família pode contar com a leve, mas segura, mão amiga estendida por um senhor. Ele, penalizado pela realidade daquelas vidas, os acolheu em um galpão e os ajudou durante um ano, tempo suficiente para que se restabelecessem.

O tempo passou e aos treze anos Irene decidiu fugir com o homem que prometera levá-la de sua casa. O casamento durou vinte anos, em meio a dificuldades financeiras, falta de estabilidade de moradia e o reencontro da agora mãe de família com seu pai, que a partir de então muito lhe ajudou.

Irene teve três filhos. Trabalhou em um parque de diversões, lavou roupas de trabalhadores nas pedras de um rio, foi sacoleira, viajou para vender carteiras e semijoias em rodoviárias, porém, apesar da ausência necessária, sempre se preocupou com a educação dos filhos que ficaram com a avó, em Realeza.

Um dia, em 1979, uma mulher chamada Eva, dona de uma livraria, a procurou para lhe fazer um convite: trabalhar em uma pequena banca de jornais e revistas em frente à Catedral. Irene aceitou prontamente, pois o emprego lhe possibilitaria continuar vendendo seus produtos ali mesmo, na banca. Após dois anos, deixou de ser funcionária e passou a ser a proprietária de seu próprio estabelecimento pago em dez prestações. Após dezessete anos de trabalho no mesmo estabelecimento, o prefeito em atividade pediu para que Dona Irene aumentasse sua banca. E assim ela o fez, encomendou sua nova banca, na cidade de Santa Isabel do Oeste.

A partir daí, a banca se tornou parte do Município de Realeza. A proprietária dizia que ali era lugar de cultura e, por isso, decidiu estudar. Completou o segundo grau, passou no vestibular de Administração e só não frequentou o curso por não ter sido autorizada por seu segundo marido, que veio a falecer mais tarde. Há cinco meses, Dona Irene casou-se com o professor aposentado Nelson Lemes, o qual conheceu ali mesmo, na banca.

A conhecida banca de jornais e revistas de Realeza completará, no dia 18 de maio, 32 anos. Após tantos anos, tem-se a impressão de que a banca passou a fazer parte de Dona Irene e Dona Irene é parte da banca. É como se ambas se fundissem numa coisa só. Trata-se de um personagem atuante no cotidiano de uma cidade. Cidade esta que cresce perante seus olhos.

                                                                                           Patrícia dos Santos
 Dona Irene: “Sou muito feliz e gosto do meu trabalho,
tenho muitoorgulho de ser realezense. As amizades que
fiz e faço todos os dias são valiosas. Vou continuar aqui
até quando Deus quiser”.

COMUNICA RECEBE: Sr Gentil

A voz por trás do rádio
A história do radialista que alegra as manhãs realezenses

Por Will Cândido (Projeto Comunica/UFFS-Realeza)
Fotos: Maysa Lora

Em 1949, na cidade de Tupanciretã, no Rio Grande do Sul, nasceu Gentil Antônio Menegazzi. Dono de uma bela voz marcante e de um talento imensurável, ingressou no rádio aos 20 anos de idade.

No fim da década de 1960, mudou-se para o Paraná, residindo por alguns anos na cidade de Planalto. Em seguida, foi para a cidade de Capanema, onde trabalhou na Rádio Capanema por 6 anos. Recebendo uma proposta de trabalho mais vantajosa, saiu de Capanema mudando-se, então, para Realeza, onde vive até hoje.

Sr Gentil conta ao COMUNICA, de maneira detalhada, experiências que viveu e que marcaram a sua vida durante esse percurso. Conta que fez inúmeras apresentações de festivais: foi praticamente um recordista em participar de júris de concursos de beleza. “Esse era o momento de ser visto, pois, no rádio, as pessoas apenas nos conhecem pela voz, não tendo idéia de como seria o rosto por trás daquelas palavras”. Em 1982, recebeu um prêmio de Honra ao Mérito, por exercer esse papel de apresentador e jurado sem cobrar nada.
                                                                                                    
 Recebendo o Comunica, Sr Gentil fala sobre
 sua trajetória no rádio


Quando se mudou para Realeza, na época era uma cidade muito pequena, e ficou encantado com a forma da cidade, por ser totalmente planejada.

A empresa Casaca, aqui situada, estava em seu auge. Sr Gentil diz que a empresa em si chegou a ter 1200 funcionários, os quais traziam consigo a família. Recorda-se de que, em um de seus programas de rádio na década de 1970, a empresa Casaca era reconhecida como “a maior exportadora de parquet da América do Sul”. Realeza tinha uma potência em suas terras.

A construção da Faculdade CESREAL em Realeza foi mais um fato marcante, principalmente em termos físicos, pois, em 2001, com a primeira turma de Universitários da CESREAL, Realeza contava com a chegada de gente nova para a cidade, tanto professores quanto universitários de cidades vizinhas.

Outro fato que o Sr Gentil considera de suma importância para a cidade foi a implantação da UFFS: “considero que a vinda da UFFS para Realeza, é um progresso. Gerou e está gerando uma expectativa otimista para o município, tanto no ramo da construção civil, como para o comércio e o lazer. Por ser uma universidade federal, já está trazendo consigo professores e alunos vindos de diversas regiões do país, e isso tende a cada ano aumentar o número de habitantes do município”.

O atual programa de rádio do Sr Gentil acontece de segunda a sábado das 7h às 9h30min da manhã. É um programa de variedades, em que são tocados todos os tipos de músicas, “desde Elvis até Amado Batista”, conforme cita Sr Gentil. Tem horóscopo, notícias do Brasil e do mundo, esportes, entrevistas, e também faz um papel de ajuda social: “a população que necessita de alguma coisa vai lá e diz o que está precisando, desde fogões, geladeiras até carrinhos de bebê. Eu divulgo no programa e, assim, sempre conseguimos doações, empregos e ajudas para os mais necessitados”.


Gentil Menegazzi, radialista

No ano passado, Sr Gentil completou 40 anos no rádio, ganhando um certificado de Honra ao Mérito. Finalizando a entrevista, diz: “Encaro o rádio como uma espécie de idealismo para fazer novos amigos. Nunca fui de criticar, fazer radialismo crítico. Em todos esses 41 anos de profissão, nunca tive inimizades, nem processos. Até quando narro o futebol, procuro sempre ver apenas as partes boas e de igual para igual”.

Alunos da UFFS movimentam-se para mudanças de novo decreto

Decreto n° 7.446 limita recursos para instituições e afeta necessidades de acadêmicos

Por Charline Barbosa (Projeto Comunica/UFFS-Realeza)

No dia 1° de março de 2011, foi aprovado o decreto n° 7.446 da Constituição da República que implica na limitação de valores constantes a diárias, locomoção e despesa com passagens, aplicando-se “aos órgãos, aos fundos e às entidades de Poder Executivo, integrantes dos Orçamentos Fiscal e da Seguridade Social”, conforme consta na Constituição da República Federativa do Brasil de 1988.

Estabelecidas as limitações dos gastos às instituições, vale ressaltar que existem exceções, as quais envolvem os “créditos extraordinários abertos e reabertos no exercício de 2011; e recursos de doações e de convênios”, também constante na Constituição. Enfatiza-se, ainda, no referente decreto, a suspensão de recursos que envolvem locação de imóveis; aquisição de imóveis; reformas de bens imóveis; aquisição de veículos; locação de veículos, bem como a locação de máquinas e equipamentos.

Com a aprovação deste novo decreto, a Universidade Federal da Fronteira Sul, UFFS, e outras instituições federais estão sendo afetadas, e poderão recorrer ao Ministro de Estado do Planejamento, Orçamento e Gestão. Mediante apresentação de justificativa, poderá ser alterada, ajustada, remanejada e ampliada a solicitação para mudanças e atendimentos necessários.

A maior preocupação levantada pelos acadêmicos do campus Realeza, gira em torno da necessidade de aulas práticas em laboratórios. Pelo fato de as instalações da UFFS serem provisórias, a instituição ainda não conta com estes recursos, havendo necessidade do deslocamento dos acadêmicos a outras cidades para realizarem as aulas práticas.

Cientes deste decreto e tentando reverter está situação, alunos da UFFS já estão se movimentando. Com o consentimento de todos os acadêmicos, foi enviada uma carta ao reitor da Universidade, Prof. Dr. Jaime Giolo, ao Diretor do Campus de Realeza, Prof. Dr. João Alfredo Braida, e ao Ministério da Educação contendo assinaturas dos acadêmicos que estão de acordo com a desaprovação conjunta deste decreto.

O envio foi decidido na assembleia que se realizou no dia 29 de março nas dependências da Universidade e a carta enviada no dia seguinte. Até a presente data, o campus não obteve resposta, pois o prazo pedido pelos acadêmicos é de, no máximo, 7 dias após o envio da carta.

O teatro na socialização com o meio rural

Por Tiély Pedroso (Projeto Comunica/UFFS-Realeza)

Dentre as atividades ocorrentes nesse ano letivo de 2011 na UFFS, 13 projetos de extensão estão em andamento. Dentre eles está o projeto intitulado O teatro como ferramenta lúdica de sociabilidade, o qual tem como coordenador o Prof. Ms. Aparecido F. Bertochi dos Santos que relatou ao Comunica o surgimento desse projeto de extensão.

Já em atividade na cidade de Realeza, o grupo teatral Art`Manha, coordenado por Francieli Roberta Adames Kusniewski, desde o ano passado já desenvolvia, em parceria com a UFFS, atividades culturais de encenação teatral com acadêmicos. Esse ano, essa parceria amadureceu e concretizou-se ainda mais por meio de um projeto de extensão da universidade.

O projeto tem como objetivo promover a interação da Universidade Federal da Fronteira Sul (UFFS) com as pequenas propriedades rurais de Realeza sendo que as atividades lúdicas desenvolvidas, por meio de teatro, têm o mote temático ligado ao cotidiano familiar rural, e serão realizadas em 7 das 32 comunidades rurais.

Além dessas atividades, o projeto também abordará questões relacionadas a boas práticas de higiene na produção de leite, práticas de ordenha, temas esses que se relacionam com o curso de medicina veterinária e, por isso, o projeto é destinado a esses estudantes, mas não só, estando aberto à participação de outros acadêmicos que se interessarem.

No desenvolvimento desse projeto, visa-se atingir um público de 350 pessoas, constituído, basicamente, de famílias de produtores rurais. Para a sua realização, o professor Bertochi ressaltou a necessidade de participação de alunos voluntários; são sete vagas que ainda não foram preenchidas. Além disso, o projeto já conta com um bolsista.

O bolsista terá que desenvolver um levantamento bibliográfico com base, especialmente, nas obras de Plínio Marcos, pela importância que estas possuem para o teatro popular e por envolverem a possibilidade de participação dos espectadores no espetáculo, enquanto atores coadjuvantes, facilitando a compreensão do público. Além disso, o bolsista ajudará na manutenção e na montagem do que for usado para as apresentações de teatro.

O bolsista e os voluntários, na apresentação das peças teatrais, terão que se disponibilizar durante os finais de semana para realização das encenações. O projeto tem a aluna Gisele Dyba, do curso de Medicina veterinária, como bolsista, e espera a participação de voluntários. A interação dos acadêmicos com esses produtores rurais é importante para promover a socialização de conhecimentos e aprimoramento sócio-cultural e político dos pequenos produtores rurais por meio da atividade cultural. Se você tem interesse em participar, entre em contato com o professor Bertochi pelo e-mail: f.bertok@gmail.com.

Primeiros passos para a “casa própria”

Leitura Pública na UFFS/Realeza prima pela infraestrutura da nova sede

Por Jéssica Pauletti (Projeto Comunica/UFFS-Realeza)

Na quinta-feira, dia 24 de março, às 9h00, ocorreu no auditório da UFFS Campus Realeza, a primeira sessão de leitura pública sobre os projetos envolvendo a infraestrutura do campus definitivo da universidade. Esse ficará entre as cidades de Realeza e Santa Izabel do Oeste, com acessos tanto pela Rua do Seminário quanto pela rodovia PR-182. Na ocasião estavam presentes autoridades relacionadas com a implementação da nova sede, dentre eles o prefeito municipal Eduardo Gaievski, o engenheiro Alexandre Horiye da empresa Drenatec Engenharia Ltda., o coordenador administrativo do campus Ms. Jaci Poli, o diretor do campus João Alfredo Braida e o secretário especial de Obras da UFFS, Paulo Roberto da Luz.

Com uma breve explanação sobre os projetos que serão executados no campus, o secretário Paulo da Luz afirmou que para o início do ano letivo de 2012 deverão estar prontos o bloco A de 4 andares que vai comportar salas de aula, de professores e setores administrativos, além de 3 pavilhões de laboratórios didáticos, com aproximadamente 1200 m2, para atender os cursos de graduação.Na sequência, o engenheiro Alexandre tomou a palavra e explicou de forma mais detalhada a planta infraestrutural do campus, como a captação das águas pluviais, tratamento do esgoto, distribuição dos prédios, vias internas, acessos e projeto paisagístico. Após esse momento, foi aberto um período para que os participantes pudessem colaborar com perguntas ou sugestões acerca do assunto.

Ao final do evento, o secretário de Obras conversou com o Comunica a respeito de assuntos que não foram enfatizados na leitura. Ele frisou que em nenhum momento foi dito que no início do ano de 2011 alguma obra estaria concretizada, pois a licitação do Bloco A e dos laboratórios só foi feita em novembro. Ele espera que para o começo do ano letivo de 2012 essas construções estejam finalizadas, mas caso isso não aconteça haverá ampliação dos espaços provisórios. Afirmou, ainda, que a responsabilidade maior em fiscalizar as obras é do Engenheiro Cristiano Loureiro, da UFFS, mas os alunos podem acompanhar o processo.

O secretário foi questionado, também, sobre a construção dos prédios do Restaurante Universitário e Moradia Estudantil. Ele afirma que os projetos já estão licitados e em maio ocorre a elaboração, mas não há recursos disponíveis para que sejam licitadas as obras. Ele finaliza apontando que obras da área do lazer serão realizadas, como quadras abertas, porém ginásio e piscina são muito caras para o momento.

Em nome da direção do Campus Realeza, o coordenador administrativo Jaci Poli garantiu que a direção está tomando todas as medidas necessárias para agilizar o processo de construção, há sempre o contato com o Instituto Ambiental do Paraná (IAP), Prefeitura Municipal e Reitoria, fazendo negociações em todas as etapas.

Questionado sobre um possível atraso das obras para o início do ano de 2012, Jaci Poli informa: “Caso o atraso ocorra, o espaço ampliado no local provisório deve ser previsto com bastante antecedência, porque deverá dar todas as condições necessárias”.

Sobre a leitura, ocorrida pela manhã, ele diz que não houve uma ampla divulgação para os acadêmicos, revelando um erro mobilização, mas que isso pode ser solucionado através da comissão de acompanhamento das obras no campus, formada pelo engenheiro Cristiano Loureiro e professores representantes dos cursos e a aluna Danielle Vieira pelo Diretório Acadêmico. Segundo Jaci, essa comissão pode, em um outro momento, repassar as informações da leitura pública para os acadêmicos, coletando sugestões por parte dos alunos.

Para finalizar, o coordenador administrativo esclareceu as cinco etapas do projeto infraestrutural, o qual permitirá saber como será o campus definitivo: a primeira etapa, já finalizada, foi o programa de necessidades; agora ocorreu essa primeira leitura pública que divulgou o que já havia sido pensado anteriormente e que pode ser acrescentado, já que é um estudo preliminar; depois vem o anteprojeto; por penúltimo o projeto básico; e por fim o projeto de execução. Todas essas etapas devem estar finalizadas em 24 de julho de 2011.

                                                                                           Ivonei Gomes/UFFS
 Da esq. para a dir.: Jaci Poli, Eduardo Gaievski,
João Braida e Paulo da Luz.

terça-feira, 29 de março de 2011

UFFS Realeza oferta 13 novos Projetos de Extensão

Por Jéssica Pauletti (Projeto Comunica/UFFS-Realeza)

Neste início de ano, vários projetos de extensão foram aprovados na UFFS, sendo treze no Campus Realeza. Em conversa com o Comunica, o Prof. Dr. Antônio Marcos Myskiw, coordenador acadêmico do Campus Realeza, comentou sobre esses trabalhos, destacando a importância dos projetos para os acadêmicos, bem como frisou o envolvimento que a comunidade de Realeza passa a ter com a universidade por conta desses projetos.

Para o Prof. Antônio, uma universidade se constitui de ensino, pesquisa e extensão, sustentados pela trabalho conjunto dos corpos docente, discente e técnico-administrativo. Ele ainda salienta a importância da extensão: “A extensão, materializada nos projetos dos docentes, é parte importante do processo de formação dos alunos e, ao mesmo tempo, da aplicação do conhecimento e da experiência dos docentes à comunidade local, regional e mesmo nacional”.

O coordenador acadêmico do Campus Realeza ressalta que os trabalhos de extensão da UFSS servem para orientar e atender as demandas apresentadas pela comunidade, e que muitas dessas foram levantadas na COEPE (Conferência de Ensino Pesquisa e Extensão) realizada entre junho a setembro do ano passado.

Para que se tenha uma breve noção do que está sendo ofertado esse ano, são apresentados a seguir de forma resumida os projetos de extensão desenvolvidos pela UFFS, Campus Realeza. Nesta e nas próximas edições, os projetos serão abordados de forma mais detalhada. Lembrando que todos os projetos terão certificação e são gratuitos aos participantes.

Além dos projetos resumidamente apresentados na sequência desta matéria, os seguintes projetos serão detalhados por outras reportagens desta edição do Comunica: “Ampliando conhecimentos em linguística e literatura”; “Verificação de problemas relacionados com o uso de medicamentos em indivíduos da cidade de Realeza – PR”; “Cinedebate: exibições comentadas de filmes e documentários”; “Língua e cultura hispânicas” ; e, “Comunica Realeza: laboratório de produção textual”.

Projeto: “O teatro como ferramenta lúdica de sociabilidade”

Coordenador: Prof. Ms. Aparecido F. Bertochi dos Santos
Período de realização: março a novembro/2011.
Público alvo: pequenos produtores de leite da agricultura familiar do Município de Realeza.
Nº de vagas: participação livre.
Parceiros: Grupo de Teatro Art´Manha – Realeza

Este projeto visa promover a socialização entre os membros da comunidade rural e a equipe de extensionistas por meio de uma atividade social, cultural, política e educativa, utilizando o teatro popular como instrumento dessa integração. Propiciar, ainda, o envolvimento da comunidade com a educação sanitária e higiene no manejo de técnicas de ordenha leiteira por meio de atividades práticas.

Projeto: “Educação Ambiental no Campus da UFFS-Realeza”

Coordenador: Profa. Ms. Caroline H. Voltolini
Período de realização: março a dezembro de 2011.
Público alvo: alunos de Escolas de Educação Básicas de Realeza-PR e entorno
Nº de vagas: uma turma de escola de educação básica por semana durante o período do projeto destinado a visitação (junho-novembro).

O projeto permitirá o desenvolvimento de atividades de educação ambiental no Campus da UFFS para os alunos do ensino básico de escolas do município de Realeza/PR e entorno. Acadêmicos de Ciências irão participar da elaboração das atividades didáticas e atuarão como monitores durante a visita das escolas à trilha interpretativa.

Projeto: “Atividades demonstrativas e interativas como apoio à licenciatura em Ciências e à Educação Básica”

Coordenador: Prof. Ms. Júlio M. Trevas dos Santos
Período de realização: março a dezembro de 2011.
Público alvo: licenciandos do curso de Ciências: Biologia, Física e Química – Licenciatura do campus de Realeza, bem como professores e alunos da Educação Básica, prioritariamente da rede pública.

Este projeto propõe a seleção e elaboração de atividades demonstrativas e interativas para uso em oficinas de capacitação de professores da Educação Básica; oficinas para alunos dessa mesma instância e em disciplinas de instrumentação de ensino do curso de Ciências. E a partir da aplicação das atividades com esses alunos, pretende-se gerar dois documentos importantes: material em formato hipertexto para uso na Educação Básica e no curso de Ciências; uma síntese sobre as atividades e sua implementação que será usada com referência em disciplinas do próprio curso.

Projeto: “Revisão dos conteúdos de matemática em preparação ao processo seletivo para o ingresso em Universidade Pública”

Coordenador: Prof. Ms. Marcos Leandro Oshe
Período de realização: março a dezembro de 2011.
Público alvo: alunos das escolas públicas de Realeza que estão cursando o terceiro ano do ensino médio ou que já concluíram o mesmo.
Vagas: Serão oferecidas 02 (duas) turmas, com 60 (sessenta) vagas cada.

A comunidade local irá para as dependências da Universidade, criando assim um convívio entre a comunidade acadêmica e a comunidade escolar da cidade.Um dos objetivos do presente curso é fazer uma revisão dos conteúdos de matemática trabalhados no ensino fundamental e médio, habilitando aos futuros alunos da UFFS tirar a defasagem em matemática advinda do ensino médio.

Projeto: “Agricultura familiar: iniciativas para a formação de mulheres com relação à qualidade higiênico-sanitária e nutricional de produtos alimentícios”

Coordenador: Profa. Ms. Cassiani G. T. Pedroso
Período de realização: março a dezembro de 2011.
Público alvo: mulheres agricultoras familiares vinculadas a cooperativas, como por exemplo, Coopafi e Claf, entidades como o Sindicato do Trabalhadores Rurais e os agricultores participantes da Feira do Agricultor Familiar.
Vagas: inicialmente, 15 vagas para mulheres agricultoras familiares.

O objetivo geral do projeto é habilitar mulheres agricultoras familiares com relação à qualidade higiênico-sanitária e nutricional de gêneros alimentícios elaborados pelas mesmas. Há também outros enfoques que são elaborar fichas técnicas de preparo e calcular o valor nutricional de cada produto e Manual de Boas Práticas de Manipulação de Alimentos, além de realizar oficinas de educação em saúde sobre a legislação sanitária vigente, e aplicação das boas práticas de manipulação de alimentos.

Projeto: “Ações de educação em alimentação e nutrição: estímulo a práticas saudáveis para grupos assistidos pelo município de Realeza (PR)”

Coordenador: Profa. Dra. Rozane A. Toso Bleil
Período de realização: março a dezembro de 2011.
Público alvo: grupos formados pelo CRAS de Realeza.
Vagas: inicialmente, 4 turmas (01 de adolescentes, 01 de gestantes e 02 de idosos).

Este projeto visa ao desenvolvimento de ações em alimentação e nutrição para sujeitos participantes de grupos formados pelo CRAS (Centro de Referência em Assistência Social) no município de Realeza (PR). As ações objetivam habilitar os participantes a escolherem estilos de vida saudáveis, especialmente no que concerne à alimentação, para alcançarem melhores condições de saúde e nutrição.

Projeto: “Inclusão digital na idade dourada”

Coordenador: Profa. Dra. Lucimar M. F. de Carvalho.
Período de realização: março/2011 a março/2013.
Público alvo: alunos da terceira idade ( acima de 60 anos, inclusive).
Vagas: duas turmas de 10 alunos.

Pretende utilizar a tecnologia de informação, para desenvolver um trabalho social voltado a esses idosos. Para isso é necessário encontrar elementos de interface que vão contribuir para a aprendizagem desses participantes.

Projeto: “História, cultura e poesia através das letras da Música Popular Brasileira”

Coordenador: Prof. Dr. Sérgio R. Massagli
Período de realização: abril a novembro/2011.
Público alvo: estudantes do ensino médio e superior, e a comunidade em geral.
Vagas: 25

Este curso pretende apresentar aos alunos um panorama das tendências da música popular brasileira, a partir das linhas gerais da formação do samba no Brasil, passando pelo salto de qualidade representado pela Bossa Nova, para em seguida focalizar, no período dos anos 60, as canções de protesto e a crítica política e social. O objetivo principal é promover o interesse por temas da cultura brasileira, através da leitura crítica das letras da Música Popular Brasileira.

Abrem-se novas portas para o Comunica

 O projeto que nasceu na UFFS aumenta interação com a sociedade realezense

Por Jéssica Pauletti e Marina Maria Rodrigues (Projeto Comunica/UFFS-Realeza)

O Projeto Comunica iniciou suas atividades em agosto de 2010 e se destacou entre os projetos de iniciação acadêmica. Este ano, tornou-se um projeto de extensão e está sendo desenvolvido em Realeza-PR, Laranjeiras do Sul – PR, Chapecó – SC e Erechim – RS. No Campus Realeza, o programa é coordenado pelo Prof. Ms. Clóvis Alencar Butzge.

Em 2011, o Comunica contará com dezesseis participantes, sendo oito acadêmicos da UFFS (bolsistas e voluntários) e mais oito alunos do Ensino Médio, os quais serão orientados em dupla (acadêmico e aluno) pelos professores do projeto.

Os alunos envolvidos no projeto desenvolverão habilidades na leitura e produção de diversos gêneros textuais. Suas produções serão divulgadas via internet, murais, informativos impressos e mídia regional, fazendo com que o projeto tenha uma maior abrangência.

Devido à abrangência do Comunica, além do coordenador, outros seis professores do Curso de Letras estão contribuindo com orientações e reuniões de estudo. Os docentes colaboradores são: Profa. Ms. Luciana Vinhas, Profa. Dra. Sabrina Casagrande, Prof. Ms. Saulo Thimóteo, Profa. Ms. Ana Carolina Pinto, Prof. Ms. Marcos Silva, Prof. Dr. Sérgio Massagli.

Também estão engajadas nesse trabalho as bolsistas Marina Rodrigues, do Curso de Letras, e Jéssica Pauletti, do Curso de Ciências, além dos voluntários Lucas Carniel e Patrícia dos Santos, do Curso de Letras; Charline Barbosa, Willian de Moura e Vanessa Pagno do Curso de Ciências; e Tiely Pedroso, do Curso de Nutrição.

O acadêmico Willian acredita que participando de um projeto de laboratório textual irá desenvolver suas habilidades na escrita e se aperfeiçoará como futuro professor: “Será muito útil para mim, como estou em um curso de Licenciatura, é necessário que consiga desenvolver desde os textos mais simples até resenhas e artigos. Sem contar na ampliação do meu vocabulário que irá se expandir com palavras novas”.

As expectativas de Charline são semelhantes às do seu colega Willian. Ela ressalta que pretende aperfeiçoar sua interpretação textual que de alguma forma contribuirá para o desenvolvimento acadêmico.

O Comunica pretende continuar com a produção de textos semanais por parte dos alunos e realizar reuniões de estudos quinzenalmente. As aulas serão oferecidas aos alunos participantes e a outros interessados, que receberão certificado de acordo com a frequência nos encontros.

Os textos produzidos pelos alunos são divulgados no blog do Comunica Realeza http://www.projetocomunica.blogspot.com/, no blog multicampi do projeto (http://www.comunicauffs.blogspot.com/) .

UFFS oferecerá oficinas para ampliação de conhecimentos em linguística e literatura

Por Patrícia dos Santos (Projeto Comunica/UFFS-Realeza)

O retorno às aulas na Universidade Federal da Fronteira Sul – Campus Realeza trouxe diversas novidades no campo de Ensino, Pesquisa e Extensão.

Dentre as diversas iniciativas de Extensão que a Universidade está oferecendo nesse ano, há o projeto “Ampliando conhecimentos em linguística e literatura”, coordenado pela Profa. Dra. Sabrina Casagrande, que está relacionado diretamente ao grupo de pesquisa de Ensino de Língua e Literatura, da UFFS.

Em conversa com o Comunica, a professora Sabrina contou que a ideia partiu de um questionário enviado aos professores das escolas de Ensino Básico de Realeza e região, no qual eles sugeriram atividades de extensão de acordo com suas necessidades em sala de aula. Afirmou que o objetivo é atender às demandas dos professores do Ensino Básico, com atividades de formação complementar e promover a integração entre esses professores e graduandos da área de Letras, possibilitando a efetivação de um canal de contato e troca de experiências.

O projeto oferecerá, na própria Universidade, oficinas ministradas por professores da UFFS, visando proporcionar, a seu público-alvo, a possibilidade de ampliar seus conhecimentos nas áreas de linguística e literatura. Serão um total de oito oficinas mensais durante todo o ano de 2011, sempre aos sábados: “Optamos pelo sábado devido à disponibilidade tanto dos professores do Ensino Básico quanto dos graduandos, que trabalham e estudam durante a semana”, afirmou Sabrina, que concluiu falando sobre suas expectativas e a importância desse projeto para a comunidade: “A minha expectativa é proporcionar aos professores do Ensino Básico um meio de complementar sua formação, e também possibilitar que eles tragam a realidade da sala de aula para os graduandos”.

A acadêmica do Curso de Letras, Jezebel Batista Lopes, foi selecionada e contemplada com uma bolsa de estudos para ser colaboradora no projeto, desempenhando atividades como visita às escolas, divulgação, realização das inscrições, auxílio no desenvolvimento dos materiais e monitoramento durante a realização dos cursos.

A aluna falou ao Comunica sobre suas expectativas perante a realização deste projeto: “Estou muito contente em participar, pois, além da ajuda financeira, possibilitará o contato com profissionais da minha futura área de atuação, o que me trará a realidade do professor frente à educação. Espero que essas oficinas tragam resultados positivos tanto para meus colegas quanto para a comunidade, que os debates sejam dinâmicos e que superem as expectativas de público”.

Quer participar?

O projeto “Ampliando conhecimentos em linguística e literatura” oferecerá, no primeiro semestre, cursos de Linguística, Sociolinguística, Análise do Discurso e Literatura e música popular brasileira: diálogos entre poesia e letra. Já no segundo semestre, serão oferecidos cursos de Aquisição da Linguagem, Fonética e Fonologia e Tópicos especiais em Metodologia do Ensino de línguas estrangeiras I e II. Para o mês de dezembro, está prevista uma atividade de conclusão do projeto, com a avaliação e a apresentação dos trabalhos realizados durante o ano.

É possível obter informações detalhadas sobre as oficinas ofertadas e o cronograma de atividades no blog do projeto:
http://formacaocomplementar.blogspot.com/
.

As inscrições podem ser realizadas até o mês de outubro, gratuitamente, através do e-mail:
formacaocomplementar.inscricao@gmail.com
. O aluno receberá um formulário onde informará quais oficinas deseja participar.

A certificação se dará por oficina, que terá duração de 8 horas/aula cada.

O papel da Extensão Universitária

Os projetos de Extensão, desde sua origem, são oferecidos como prestação de serviços tanto à Comunidade Universitária quanto à Comunidade Regional. Eles visam promover uma aproximação entre a formação acadêmica e a população em geral.

A Extensão busca conhecer a realidade da população, com o intuito de constituir um elo entre as demandas regionais e as atividades de Ensino e Pesquisa.

O documento final da I Conferência de Ensino, Pesquisa e Extensão – COEPE, que aconteceu no ano de 2010, nos cinco campi da UFFS, destacou de forma objetiva a posição da Extensão em nossa Universidade: “A Extensão certamente não resolverá os problemas históricos da região, mas se coloca na perspectiva de colaborar, através de ações voltadas à cidadania e à inclusão social, na construção de uma sociedade mais justa e igualitária”.

Do mesmo modo, o projeto “Ampliando conhecimentos em linguística e literatura”, além de colaborar no aperfeiçoamento do conhecimento dos professores que atuam no Município de Realeza e região, preocupa-se também em ampliar os conhecimentos dos professores em formação.

O coordenador do Curso de Letras, Prof. Ms. Clóvis Alencar Butzge, falou sobre o projeto: “Os projetos de Extensão ofertados pelo Curso de Letras no campus Realeza da UFFS, procuram dar conta das grandes áreas trabalhadas na graduação, ou seja, conhecimentos linguísticos e literários das línguas portuguesa e espanhola. Apesar do quadro ainda reduzido de professores, conseguimos aprovar quatro projetos de Extensão, os quais atenderão tanto alunos da graduação quanto o público da comunidade regional. É importante destacar a gratuidade e a qualidade dos projetos”.

Do mesmo modo que essa atividade beneficia os profissionais, tanto em atuação quanto em formação, é importante ressaltar seu papel ao integrar o aluno com o desenvolvimento e realização desse tipo de iniciativa.

Curso de Letras realiza projeto de Língua e Cultura Espanhola

Por Marina Maria Rodrigues (Projeto Comunica/UFFS-Realeza)


No começo deste ano letivo, a UFFS está desenvolvendo diversos projetos de extensão, que estão relacionados com os cursos de graduação da Universidade. Uma das iniciativas que o Curso de Letras está promovendo é o projeto “Língua e cultura hispânicas”, coordenado pela Prof. Ms. Ana Carolina Teixeira Pinto.

O projeto conta também com o Prof. Ms. Marcos Roberto da Silva, como colaborador, a acadêmica Josiane Terezinha Ribeiro, como bolsista, e tem uma vaga para voluntário, que ainda está disponível para interessados.

Com encontros semanais, o curso tem objetivo de oferecer à comunidade acadêmica e externa a possibilidade de aprofundar conhecimentos sobre língua e cultura hispânicas. De acordo com as informações da professora Ana, o projeto terá uma abordagem comunicativa e funcionará tendo base metodológica a “Pedagogia dos Projetos”, visando a autonomia do aluno (pesquisa, estudo e produção) e tendo como ponto de partida o tema da Cultura Espanhola.

O professor Marcos afirma que através desse projeto os alunos vão ter contato com a língua espanhola, o que contribui para a formação cultural do indivíduo. O professor lembrou, também, que o resultado das atividades desenvolvidas no projeto será a elaboração de uma feira cultural no final deste semestre.

Segundo a acadêmica Josiane, o projeto está oferecendo benefícios valiosos e necessários para ela e para qualquer aluno que venha participar do curso: “O fato de estarmos cercados por países de língua espanhola torna o seu aprendizado uma necessidade”. Conforme Josiane, as viagens de estudo fazem parte da rotina da comunidade acadêmica, aumentando ainda mais a repercussão deste curso na UFFS. A acadêmica conclui dizendo que “o projeto Língua e Cultura Hispânicas entra com o papel de enriquecer o conhecimento de toda a sociedade, inclusive de jovens que estão cursando o ensino médio”.

O curso de extensão proposto visa contribuir para o acesso dos cidadãos ao bem cultural hispânico e fazer a interação entre a Universidade e a sociedade realezense.

               Por que saber mais a respeito da língua e das culturas hispânicas?

A língua espanhola conta atualmente com cerca de 400 milhões de hispano-falantes:

* 6% da população mundial;
* 88% dos falantes estão na América;
* 3º idioma mais falado no mundo;
* 4º mais usado em publicações científicas;

Portanto, não se pode negar a importância de conhecer o castelhano e a cultura hispânica. Outro fator positivo é a posição geográfica do Brasil, cercado por países hispanófonos.

Projeto Cinedebate oferece exibições de filmes quinzenalmente

Professora da UFFS desenvolve projetos de extensão com reflexões sobre obras cinematográficas

Por Charline Barbosa (Projeto Comunica/UFFS-Realeza)

A UFFS - Universidade Federal da Fronteira Sul - em seu segundo ano letivo, oferece projetos de extensão que favorecem a integração da comunidade acadêmica com seu meio externo. O projeto 'Cinedebate: exibições comentadas de filmes e documentário', coordenado pela Profª Érika Ciacchi, promoverá sessões que serão realizadas nas dependências da Casa de Cultura de Realeza. Sendo assim, há, desde o início do projeto, uma parceria entre a UFFS e a Secretaria de Educação e Cultura de Realeza. Além disso, vale enfatizar a presença da Programadora Brasil, pois será através dela que o projeto terá acesso aos filmes exibidos nas sessões.

A participação da população realezense contribuirá efetivamente para a expansão e para uma futura permanência do cinema na cidade de Realeza, através da participação dos debates e, consequentemente, na formação e crescimento da cultura já presentes no município, deixa claro a professora Érika. Por meio destas ações, deverá ser fixada a ideia da transformação do projeto de extensão em uma realidade permanente, também um objetivo do projeto.

Em entrevista, o bolsista participante do projeto, Willian Henrique Cândido Moura, apresentou o funcionamento das atividades direcionadas ao público. Elas serão desenvolvidas através da exibição de filmes e documentários, por meio de projetor multimídia no formato DVD. Isso acontecerá quinzenalmente, nas terças-feiras, às 19 horas, e aos sábados, às 15 horas, com a repetição do filme exibido na segunda sessão. Após a exibição do filme, os presentes participarão de um debate, que, segundo Willian “será iniciado com o levantamento de questões ou por uma reflexão inicial do ministrante”. A escolha da temática dos filmes será feita através de critérios didáticos pelo grupo envolvido no projeto, que são professores, alunos bolsistas e voluntários. Willian também disse que, além da oportunidade em assistir filmes e debatê-los, serão entregues certificados comprovando a participação e oferecendo horas de atividades complementares.

O projeto terá como informativo o mural da UFFS, constando nome do filme, duração, sinopse e outras características sobre o filme a ser exibido na semana seguinte. O convite estende-se a todos.

                                                                                                 Christiano Castellano
Profa. Érika Ciacchi inicia as atividades do projeto “Cinedebate”

Projeto de extensão aborda possíveis riscos na medicação

Professora promove projeto sobre efeitos resultantes do uso inadequado de medicamentos

Por Will Cândido (Projeto Comunica/UFFS-Realeza)

O projeto “Verificação de problemas relacionados com o uso de medicamentos em indivíduos da cidade de Realeza – PR”, coordenado pela Profa. Ms. Luciana da Costa Borowski, propõe uma busca sobre o modo como as pessoas estão tomando certos tipos de medicamentos sob determinadas circunstâncias.
                                                                                                 Angelica Werkhausen
A coordenadora do projeto, Profa Luciana Borowski e
as acadêmicas Charline Barbosa e Alessandra Lima.

Muitas questões envolvem a medicação, sem que os pacientes se indaguem, por exemplo, por que precisam estar em jejum para ingerir determinado medicamento, ou por que se deve tomar o remédio com leite ao invés de água. Com este projeto, as pessoas verão que não se deve consumir medicamentos de qualquer maneira, ou, ainda, comprá-los sem prescrição médica e tomando-os por conta própria.

A professora Luciana, em entrevista ao COMUNICA, disse que o projeto será realizado na cidade de Realeza através de entrevistas, em uma abordagem direta da população, sobre o uso pessoal de medicamentos. Após a coleta dos dados dos indivíduos, na qual buscará saber quais medicamentos foram usados, em quais doses e horários, serão verificados problemas relacionados aos medicamentos (PRMs). Confiante, afirma: “este trabalho tem como objetivo documentar possíveis problemas relacionados ao uso inadequado de medicamentos, detectando-os, e podendo, desta forma, melhorar a qualidade de vida dos indivíduos”.

As participantes do projeto são a bolsista Charline Antunes Barbosa e a voluntária Alessandra Mara de Lima, ambas do curso de Licenciatura em Ciências da UFFS. Elas irão analisar, através das entrevistas coletadas, se está acontecendo alguma reação contrária à que se era esperada nas pessoas que ingeriram esses medicamentos. Assim, observarão e pesquisarão se existe alguma relação entre o sintoma, seja ele benéfico ou maléfico, e a forma como a pessoa consumiu este remédio.

Conversando com o COMUNICA, a acadêmica Charline explica que, primeiramente, será realizada uma pesquisa levantando dados sobre a forma como a população está ingerindo os medicamentos e por que o estão fazendo desta maneira. E complementa: “depois do levantamento de dados, buscaremos, através de livros, saber se o que a população está fazendo está de acordo com o que dizem, se eles estão ingerindo os medicamentos corretamente e com a finalidade apropriada”.

O Projeto conta ainda com a colaboração da professora Fernanda Bovo, do curso de Farmácia da Universidade Estadual do Centro-Oeste (UNICENTRO).