quarta-feira, 11 de maio de 2011

Bolsistas e voluntários de projetos da UFFS têm minicurso de mapas conceituais e diagramas

Por Jéssica Pauletti

Na tarde de sexta-feira, 29 de abril, e durante o sábado, 30, os bolsistas e voluntários que fazem parte dos projetos de extensão “Atividades interativas como apoio à Licenciatura em Ciências e à Educação Básica” e “Educação Ambiental no Campus da UFFS-Realeza”, respectivamente coordenados pelos professores Júlio Trevas e Caroline Voltolini, tiveram a oportunidade de participar de um minicurso ministrado por dois professores da Universidade do Centro Oeste do Paraná (Unicentro), sediada em Guarapuava. Os ministrantes foram o biólogo com mestrado em Educação e doutorando em Ensino de Ciências Carlos Eduardo Bittencourt Stange, e o matemático com especialização em Física, mestre em Estatística e doutor em Ensino de Ciências Sandro Aparecido dos Santos.

Estiveram na capacitação os acadêmicos Alesandra de Lima, Ana Paula Ghioto, Denise Felicetti, Juan Corrêa, Maiara Vissoto e Suéle Felicetti, integrantes do projeto do professor Trevas; e Eliângela Carvalho e Maiara Fantinelli, alunas da professora Caroline. Além desses acadêmicos, o professor Daian Oliveira e o técnico de laboratório Orlando De Toni Júnior também participaram da atividade.

Após o término da atividade, os professores Carlos Stange e Sandro dos Santos se dispuseram a conceder uma entrevista ao Comunica, na qual falaram sobre a proposta do minicurso, a importância do intercâmbio entre as universidades e a percepção de integração que o grupo teve com eles. O professor Stange diz que o minicurso trabalha com a organização, a linguagem e os instrumentos de conceitos do ensino de Ciências, além de proporcionar uma melhor organização conceitual para o planejamento, desenvolvimento e avaliação no processo de ensino-aprendizagem de Ciências.

Stange destaca que “o grupo interagiu muito bem, nos dando uma boa resposta, tanto os acadêmicos quanto os professores”. Ainda lembra que essa foi uma oportunidade de trocar experiência e isso mostra o quanto é importante a realização de intercâmbios entre as instituições de ensino.

Sobre a atuação como colaboradores no projeto do professor Trevas, o professor Sandro explica que na Unicentro existe o “Programa de Ensino, Pesquisa e Extensão em Ciências” (PEPEC), do qual o professor Trevas foi um dos idealizadores e hoje é colaborador. Conforme Sandro, eles dois são colaboradores nos projetos da UFFS como forma de manter essa parceria.

Ele ainda afirma que este minicurso já foi realizado em outras instituições da educação como na Universidade Estadual de Maringá (UEM), na própria Unicentro, na Secretaria de

Educação do Estado e em algumas secretarias municipais do Paraná.

O coordenador do projeto “Atividades interativas como apoio à Licenciatura em Ciências e à Educação Básica”, Júlio Trevas, falou sobre a intenção de trazer esses professores até o campus e suas expectativas em torno do minicurso. O professor conta que essa atividade é parte do seu projeto, e serve para trazer a experiência do projeto “Instrumentalização, Demostração e Experimentação em Ciências” (IDEC) da Unicentro, vinculado ao PEPEC. A intenção é capacitar os bolsistas e voluntários do projeto da UFFS-Realeza, para que eles continuem a desenvolver o projeto em termos de teoria, encontrar bons instrumentos de aprendizagem e compreender a proposta da aprendizagem integradora.

A respeito do minicurso, Julio afirma que está satisfeito “pois mesmo que não houve a aplicação de nenhum instrumento, os participantes se interessaram pelo assunto e tiveram boa interação com os professores”. Ele ainda lembra que o grupo estará se deslocando para a Unicentro, em Guarapuava, no dia 21 de maio, quando conhecerão o “Laboratório de Instrumentalização, Demostração e Experimentação em Ciências” (LIDEC), com o objetivo de estabelecer um contato direto com as atividades interativas demonstrativas.

A professora Caroline Voltolini destaca a importância de participar do minicurso, mesmo já sendo formada: “Foi muito interessante participar, pois pude vivenciar o papel de aluno”. Como se considera leiga no assunto de mapas conceituais, ela comenta que sempre teve vontade de fazer um minicurso sobre esse tema, mas somente agora surgiu a oportunidade. Ela ainda lembra que o professor precisa se atualizar: “Isso não foi visto em minha graduação e portanto só acrescentou em meu conhecimento”.

A acadêmica e voluntária Maiara Vissoto conversou com o Comunica a respeito da sua participação na capacitação, bem como essa atividade pode auxiliá-la futuramente e os pontos principais destacados por ela acerca do minicurso. Perguntada se já havia participado de uma atividade como essa, ela afirma que já tinha uma base sobre o assunto, pois participou de uma oficina em Guarapuava no ano passado, juntamente com dois colegas de curso, mas nesses dois dias de capacitação ela teve a oportunidade de aprofundar muito mais do que conhecia sobre mapas conceituais e diagramas.

Quanto à formação futura como professora de Ciências, Maiara ressalta que a capacitação pode contribuir no planejamento de uma aula, assim como ajudar na formação de conceitos que relacionam as disciplinas de Ciências.

Ela finaliza destacando os dois principais pontos observados por ela nessa atividade. O primeiro destacado é que, na maioria das vezes, tem-se certos significados e conceitos sobre algo, mas quando são sistematizados, começa-se a perceber que “aquilo que acreditávamos não é coerente quando organizamos em um esquema, como os mapas conceituas ou os diagramas em árvore, assim, muda-se totalmente o conceito” enfatiza a acadêmica. O outro ponto notado por Maiara no minicurso é a necessidade de planejar as aulas para cada nível da Educação Básica.

O professor Júlio Trevas tem a intenção de futuramente trazer os dois professores, Carlos Stange e Sandro dos Santos, para ministrarem o minicurso de mapas conceituais e diagramas para os professores de Ciências da Educação Básica do Munícipio de Realeza.

                                                                                                                                        Comunica
  Participantes no Laboratório de Informática
 da UFFS ao final do minicurso


Quer saber mais sobre mapas conceituais?

 
*Leia o artigo de Marco Antonio Moreira: “Mapas conceituais e aprendizagem colaborativa”
Disponível em: http://www.if.ufrgs.br/~moreira/mapasport.pdf

Exemplo de mapa conceitual encontrado nesse artigo, ele foi elaborado pelos professores Hugo Fernandez, Marta Ramirez e Ana Schnersch em uma oficina pedagógia sobre mapas conceituais realizado em Bariloche, Argentina, 1994.


COMUNICA RECEBE: Emerson Longaretti Soares

"De estudante e herói, todo
mundo tem um pouco"

Do acadêmico da UFFS que cumpriu missão de paz no Haiti

Por Will Cândido

Muita gente no campus Realeza não sabe que existe um acadêmico que foi parar no Haiti em uma missão de paz, mas foi por vontade própria. O acadêmico da primeira fase do curso de Medicina Veterinária, Emerson Longaretti Soares, de 21 anos, contou ao Comunica um pouco sobre a experiência que teve a oportunidade de participar.

Um pouco sobre a missão

Em 2004, a ONU (Organização das Nações Unidas) iniciou uma missão de paz no Haiti, pois o país estava sofrendo “nas mãos” de gangues armadas e violentas que estavam à solta nas ruas. O Brasil foi um dos primeiros países a mandar tropas para esta missão, com o intuito de ajudar no controle dos problemas, a saber, a erradicação das mortes e de crimes ocorridos por lá.

Em 12 de Janeiro de 2010, o Haiti passou pelo que hoje é considerado “o pior desastre da história da ONU”: um terremoto, com mais de 100 mil mortos e quase 2 milhões de pessoas desabrigadas.

O soldado Longaretti chegou ao Haiti em 03 de Agosto de 2010, praticamente 7 meses após o terremoto. Existiam ruínas por todos os lados do que um dia havia sido casas, comércios, cidades. O Haiti estava praticamente apagado; um país bagunçado e triste que chorava a morte de milhares de pessoas. 

                                                                                               Arquivo pessoal
 Patrulha pelas ruas haitianas

Emerson nos explica que cada batalhão fica, em média, seis meses no Haiti, “uma para os soldados não se estressarem, e outra para que novos batalhões pudessem participar da missão.” As tarefas principais eram manter o ambiente seguro e estável, “em operações tipo polícia: patrulha, garantia da ordem, segurança de pontos estratégicos, de bases da ONU e da WFP (programa mundial de alimentos), assim como cuidar da segurança e da ordem nos campos de desabrigados.” 

                                                                                               Arquivo pessoal
 “Andávamos fardados, armados e muito bem equipados,
sempre preparados para o pior.”

“A população haitiana é muito conivente, tem um afeto enorme e uma tremenda admiração para com os brasileiros, principalmente as crianças. Há, também, muita gente usando roupas da seleção brasileira de futebol, e inúmeras bandeiras do Brasil espalhadas por todos os lados.” Emerson ainda enfatiza: “Dá orgulho, é bonito de se ver.”

Foi perguntado sobre educação no Haiti, e Emerson nos responde que: “com o terremoto, a maioria das escolas e das universidades desabaram, mas a vontade de aprender dos haitianos continuava firme. Eu via o esforço que aquelas pessoas faziam para poder estudar. Foram improvisadas salas de aula montando tendas, armando barracas a céu aberto. As madeiras no chão eram os bancos para os alunos se sentarem.”

Emerson também nos conta sobre a sua entrada na UFFS, que foi um tanto quanto turbulenta. Na verdade, ele havia passado no processo seletivo de 2010, mas, como o treinamento para a missão duraria 6 meses e, em seguida, ele embarcaria em um avião que o levaria para o Haiti, resolveu trancar sua matrícula, já que queria muito cursar Medicina Veterinária. Ao retornar ao Brasil, ele optou por ingressar na turma de 2011, na qual permanece até hoje. “Mesmo eu estando lá, a minha mente estava aqui na UFFS.”
  
                                                                                               Arquivo pessoal
“Me senti extremamente privilegiado por
poder participar da MINUSTAH.”
 
Finalizando, Emerson diz que: “para todo militar é um orgulho e um privilégio participar de uma missão internacional de repercussão mundial.”

São essas decisões, essas escolhas de pessoas como Emerson, um estudante como qualquer outro, que fazem do Brasil um país melhor. Nunca é tarde para fazer a diferença, pois afinal de contas, “de estudante e herói, todo mundo tem um pouco.”

Reciclando vidas, construindo histórias

                                                                                                                                         Comunica
 A população realezense conta com o apoio da APARA para
promover uma cidade mais limpa e uma sociedade mais justa.


Por Marina Maria Rodrigues e Patrícia dos Santos
A Associação de Apoio aos Agentes Ambientais de Realeza – APARA, foi fundada em 27 de setembro de 2001, com o intuito de diminuir a exploração daqueles que até então eram denominados “catadores de lixo” ao trabalharem no lixão do Município, visando tirar dali o seu sustento.

A iniciativa partiu do Fórum do Desenvolvimento juntamente com a Administração Municipal, durante a gestão do prefeito Neivo Tomazini, a fim de proporcionar melhorias nas condições de trabalho e, consequentemente, na qualidade de vida dessas pessoas. A primeira presidente da APARA foi a Sra. Lourdes Roll, colaboradora do Fórum do Desenvolvimento de Realeza. Ela teve seu primeiro contato com os trabalhadores em uma visita ao aterro sanitário e, a partir daí, promoveu essa parceria entre o Fórum e a Prefeitura.

Em conversa com o Comunica, Lourdes contou como foi implantada a Associação na cidade. Primeiramente, foi organizado o primeiro grupo de agentes ambientais que contava com 27 famílias que trabalhavam recolhendo e separando o lixo reciclável de toda a cidade. Ela afirmou que esse trabalho, a princípio, era feito no pátio de sua própria casa e posteriormente em um barracão no bosque onde atualmente fica o lago municipal. Contou também que a Associação preocupou-se com a regularização e emissão, quando necessário, dos documentos pessoais dos colaboradores e suas famílias. Além disso, os associados foram capacitados através de cursos que visavam à qualidade de vida, a inclusão social e a administração de seus rendimentos. Eram promovidas palestras de conscientização, em que os próprios agentes contavam suas experiências de vida e de trabalho. Dona Lourdes comentou sobre sua experiência juntamente à APARA: “Meu trabalho foi totalmente voluntário. A vivência que tive junto àquelas pessoas contribuiu positivamente para minha experiência de vida”.

A APARA hoje

Atualmente, a APARA está instalada em um pavilhão, cedido pela prefeitura, localizado no bairro Padre Josimo, sob a coordenação de Jair Bento, que atua como agente há oito anos.

Sobre a organização do trabalho dentro da associação, Jair falou que sua função é receber e vender os materiais, enquanto os agentes recolhem e separam esses produtos conforme suas categorias (papel, alumínio, vidro etc). Há também um funcionário da prefeitura que realiza a pesagem dos materiais e um tesoureiro que contabiliza as vendas e realiza o pagamento no fim do mês. Afirmou que já trabalhava neste ramo, na cidade de Francisco Beltrão, antes de seus pais mudarem para Realeza: “Gosto de trabalhar aqui porque posso controlar meus próprios horários e, assim, ter meu próprio sustento conforme as minhas necessidades”.

O Comunica conversou também com Maria Moreira, que há seis anos trabalha na APARA: “É muito bom trabalhar aqui, acho ótimo. Com o que eu ganho dá para viver bem, sou feliz com o que faço, é melhor do que trabalhar de doméstica. Além disso, me dou bem com todos os meus colegas”.

A colaboradora Izarina Guerra, de 61 anos, disse que “só reclama quem não gosta (de trabalhar)”, afinal de contas, “construí minha casa própria durante os sete anos que trabalho junto à APARA e sinto orgulho em dizer que tenho duas geladeiras cheias de comida, inclusive, com todas as contas pagas”. Dona Izarina afirmou também que “a pessoa velha não é valorizada. Na época em que comecei a trabalhar aqui, não conseguia emprego e por isso peguei um carrinho e fui à luta!”.

A APARA amanhã

A Administração Municipal licitou a construção de um novo barracão onde os agentes ambientais irão trabalhar futuramente. O espaço será implantado no bairro Araxá e, segundo o secretário da Agricultura e Meio Ambiente, Maicon Dal'Molin, haverá um espaço amplo e uma esteira para facilitar a separação do material reciclável.

O secretário afirmou que a coleta desse material continuará sendo feita pelo caminhão da prefeitura e que os carrinhos utilizados pelos agentes serão retirados, a fim de que o trabalho destes seja concentrado apenas dentro da associação, não havendo a necessidade de sair às ruas para coletar. Cada funcionário receberá pela quantidade de material que separar e organizar.

Além disso, Maicon afirmou que a prefeitura cede equipamentos de serviço, como botas, máscaras, luvas e uniformes, para que os colaboradores desenvolvam o trabalho com segurança. Eles também recebem mensalmente uma cesta básica como bonificação pelos trabalhos prestados.

A APARA desempenha um papel importante perante a sociedade realezense. É através do trabalho desses profissionais que a cidade se mantém limpa e organizada, além de contribuir para a preservação do meio ambiente e garantir a qualidade de vida dos moradores. Além disso, possibilita que uma parcela da população carente tenha a oportunidade de desenvolver um trabalho digno e garantir o sustento de suas famílias.

DE CARA NA UFFS



Por Will Cândido

Nome: Dalila Fabiane Kurpel Gonçalves

Idade:
23 anos

Acadêmica da 3ª fase do curso de Licenciatura em Ciências da UFFS/Realeza

Bolsista do projeto “Estudos Orientados” com a Professora Neide Moura e com o Professor Anibal Guedes.

Relacionamento:
Solteira

Uma Frase:
“A sopa é para a infância o que o comunismo é para a democracia!” (Mafalda)

Uma Música:
A Jéssica Tá Louca – DJ Jair da Rocha

Um livro:
A cidade do Sol – Khaled Hosseini

Um Filme:
E o vento levou

Uma palavra:
Amizade

Um ídolo:
O “paidrasto” Antônio

Um hobby:
 “Comer. Como loucamente, como se o mundo fosse acabar amanhã”.

Veio de:
Dois Vizinhos – PR

Do que sente mais falta?
Do aconchego da casa.

Por que a UFFS?“Caí aqui por engano! Na verdade, tinha me inscrito na UFFS para Agronomia, no campus Laranjeiras. Mais tarde, fiz outra inscrição, achando que podia fazer uma inscrição para cada campus. Assim, me inscrevi em Realeza, pois tinha o curso de Ciências e eu queria Biologia também. No entanto, essa última inscrição acabou por anular a primeira, que era Agronomia. Passei em Ciências, e estou aqui desde então.”

O melhor da UFFS é?
 “A ‘galere’, não tem como negar que o melhor da UFFS é o POVÃO, e isso é fato!”

Explorando Realeza

Biblioteca Municipal de Realeza

                                                                                                      Comunica
A biblioteca publica conta com um amplo espaço
para a confecção de trabalhos

Por Maria Eduarda Collaço

Local: Centro de Cultura e Eventos.

Finalidade: Incentivar a leitura para a comunidade e proporcionar um espaço agradável e silencioso de estudo.

Comentário da Atendente Erica Maria Klinger: “Acadêmicos e estudantes utilizam muito o ambiente para fazer trabalhos e pesquisas, principalmente para utilizar os computadores disponíveis”.

Ambiente: O ambiente é claro, espaçoso, com mesas para estudo. Também há um lugar para crianças, com sofás e almofadas, onde acontecem aulas de leitura agendadas pelas escolas.

Comentário de uma estudante que frequenta o local: “Adoro vir à biblioteca antes da minha aula de dança, porque assim posso aproveitar para ler deitada no sofá, num ambiente silencioso e gostoso”.

Atendentes: Rosangela Garcia e Erica Maria Klinger.

Comentário da atendente Rosangela Garcia: “Procuramos ajudar ao máximo a comunidade que aqui frequenta, sempre dando opiniões e indicações”.

Variedades: A maior parte dos livros é de Literatura Brasileira, havendo também livros didáticos, infantis, estrangeiros e gibis.

Comentário de Jair de Oliveira, estudante do Colégio João Paulo, que frequenta a biblioteca semanalmente: “Gosto de ler livros, mas prefiro ler gibis, porque são mais rápidos e práticos, além de serem engraçados”.

Público frequente: Adultos e idosos, mas principalmente crianças.

Comentário da Atendente Erica Maria Klinger: “É interessante, porque não só jovens e adultos frequentam aqui, mas muitos idosos, que procuram principalmente livros de auto ajuda”.

Movimento: Aproximadamente 20 pessoas por dia frequentam o local. O horário de maior movimento é pelo começo da tarde.

Horário de funcionamento: das 7h30min às 11h30min da manhã e das13h às 17h da tarde.

Cadastro: Para se cadastrar é preciso: Carteira de Identidade, CPF e um comprovante de residência. Sendo cadastrado, você ganha uma carteirinha da biblioteca.

Curiosidades:

Os livros mais procurados do mês de abril foram:

*O menino do Pijama Listrado;

*O homem Negro;

*Crepúsculo;

*Livros de auto ajuda.

Bolsa Família

Projetos do Governo auxiliam
 no desenvolvimento e integração
da população carente


Por Bruna Madey Dalarosa e Daniela da Rosa

O que é o Bolsa Família

O Bolsa Família é um programa de transferência direta de renda que beneficia famílias em situação de pobreza e de extrema pobreza. O Programa integra o “Fome Zero” que tem como objetivo assegurar o direito humano, promovendo a segurança alimentar e nutricional e contribuindo para a conquista da cidadania pela população mais vulnerável à fome.

O Programa atende mais de 12 milhões de famílias em todo território nacional. A depender da renda familiar por pessoa (limitada a R$ 140), do número de filhos e da idade destes, o valor do benefício recebido pela família pode variar entre R$ 32 e R$ 242. Além disso, possui três eixos principais: transferência de renda, condicionalidades e programas complementares.

A transferência de renda tem como finalidade o alívio imediato da pobreza. As condicionalidades reforçam o acesso a direitos sociais básicos nas áreas de educação, saúde e assistência social. Já os programas complementares objetivam o desenvolvimento das famílias, de modo que os beneficiários consigam superar a situação de vulnerabilidade.

O CRAS e o Bolsa Família em Realeza

Neste município, há a preocupação com o bem estar da população carente. E para isso, existe há seis anos, o Centro de Referência e Assistência Social – CRAS, que auxilia as pessoas usuárias do cartão Bolsa Família, oferecendo-lhes diversos cursos de acordo com a faixa etária e da necessidade de cada pessoa.

O CRAS atua, junto com a administração municipal, com projetos estaduais e federais, como: Projovem, Fortalecimento de Vínculos, Minha Vida, Clube das Gestantes e Centro Dia.

O Projovem é uma iniciativa do Governo Federal e atende adolescentes de 15 a 17 anos que são beneficiários do Bolsa Família. Oferece cursos de dança tradicionalista e pintura, pretende ainda trazer dois novos cursos: manicure e violão. A aluna Alana Zanon, que faz o curso de pintura em tela do projeto Projovem, conta ao Comunica que “o curso ajuda muito, pois antes ficava em casa sozinha e agora aprendo a fazer pintura e ainda vendo meus quadros, ganhando assim meu próprio dinheiro”.

O Fortalecimento de Vínculos é outro projeto, que acontece todas as sextas-feiras, e tem como objetivo ensinar as mães com crianças de 0 a 6 anos a fazer artesanato, manicure, crochê e tricô. O interessante é que, além da mãe participar do projeto, ela pode trazer o filho e deixá-lo na sessão de brinquedos e jogos.

O projeto Minha Vida auxilia mulheres que já tiveram diagnósticos de depressão, organizando palestras e reuniões de auto-ajuda, além de ensiná-las a fazer crochê e tricô.

O Clube das Gestantes ocorre todas as quintas-feiras, do primeiro ao último mês de gravidez. As mulheres fazem crochê e enxovais para os bebês. A prefeitura compra os cobertores e as futuras mães fazem os bordados e no final da gestação elas ganham roupinhas e outros enxovais além do que elas mesmas bordaram. O Clube traz também palestras com médicos explicando sobre gravidez, parto, como cuidar do recém nascido e a importância da relação da mãe com o filho.

No Clube das Mães cada comunidade tem cursos de pinturas em tecido e manicure. No Bairro São José, a mãe de Alana Zanon relata que “esse curso é muito bom, pois com ele aprendo a pintar toalhas e agora já posso vendê-las, ajudando meu marido a pagar as despesas de casa”.

Junto à Universidade Federal Fronteira Sul – UFFS, há o projeto do Curso de Nutrição, desenvolvido para orientar os participantes sobre os alimentos, propriedades benéficas encontradas neles e a importância de uma dieta equilibrada. Além deste curso há também na UFFS o grupo de idosos, o qual tem o objetivo de distrair os vovôs que ficam sozinhos em casa e ajudar-lhes a ter uma boa educação alimentar.

A Prefeitura de Realeza mantém os grupos, pagando os materiais necessários e as palestras dos projetos, contando também a participação de enfermeiros, psicólogos e um integrante da secretaria de saúde.

Todos esses projetos têm o objetivo de ajudar os usuários do Bolsa Família há ter uma renda através do que aprenderam nos cursos, não precisando mais depender do benefício, ampliar seus conhecimentos e seu modo de pensar sobre o mundo, discutindo sobre o meio ambiente, problemas sociais, entre outros.

Segundo a funcionária do CRAS, Litiara Kohl Dors, “os Projetos não são só para as pessoas virem e fazerem o curso, são também para mexer com o pensamento das pessoas, fazê-las refletir sobre como melhorar a sua vida, a sua comunidade e o seu bairro”.

                                                                                                      Comunica
Alunos do Projovem fazem curso de pintura em tela

terça-feira, 3 de maio de 2011

Rádio Clube

A história do primeiro veículo de
comunicação de Realeza


Por Marina Maria Rodrigues

No fim da década de 1970, um dos meios de comunicação mais populares do Brasil é instalado em Realeza, que estava sendo desbravada, crescia em ritmo acelerado e necessitava de um veículo próprio de informações, que fizesse a comunicação entre a cidade e a Região Sudoeste do Paraná. Então, um grupo de empresários de Realeza formado por Albino Ranzolin, Aldo Fachinello, Rubens César Caselani, Túlio Zanchet, Valter Zimerman, Plínio Faedo, Dr. João Batista Teixara, Ademar Ceben e Jurandir Penso, resolveu conquistar uma rádio para a cidade.

Naquela época, a situação política brasileira era complicada, principalmente na questão em liberar uma concessão de rádio, o motivo era a intolerância partidária e a censura à imprensa, que era cada vez mais rígida. Mas o sonho de ter uma rádio em Realeza se tornava cada vez mais concreto, foi no fim de 1978 que o senhor Albino Razolin, com alguns acordos e companheiros na política, consegue a mais nova estação de rádio no Paraná: “Queríamos muito uma comunicação local, tínhamos que ganhar a concessão da Polícia Federal, foi aí que o governador na época, Ney Braga, que foi meu companheiro político considerou muito a concessão da Rádio Clube e aprovou o nosso projeto […] então o prédio foi comprado, onde está até hoje a rádio e o terreno para a antena também foi providenciado”.
 Rádio Clube localizada na Rua Mauá,
próximo à Prefeitura Municipal de Realeza
 
O senhor Aldo Fachinello também tem uma grande parte do mérito da fundação da Rádio Clube, pois ele foi o primeiro gerente geral. Em conversa com o Comunica, contou que a conclusão dos últimos preparativos foi em abril de 1979: “Ficou 30 dias em caráter experimental e em 1º de Maio ela entrou em caráter definitivo. A população ficou realmente feliz, satisfeita, pois tinha um meio de comunicação, o único, entre a cidade e o interior”.
Além de contar sobre o início das programações da Rádio Clube, Sr. Aldo comenta sobre a paixão de trabalhar em rádios: “É fantástico, tanto é que os donos de rádio e locutores dizem que ela é uma cachaça, você vicia nela e não quer mais largar, […] os locutores dos anos 60/70 era idolatrado, a rádio tinha a mesma magia que a TV tem hoje”.
Curiosidade:

  • A Rádio Clube neste dia 1º Maio, Dia do Trabalhador, completou 32 anos de fundação;
  • A Rádio Clube já transmitiu uma rádio novela;
  • Em 1993, foi o Sr. Aldo Fachinello quem trouxe para o Brasil o MD (MiniDisc), que foi uma inovação para os técnicos e radialistas brasileiros e a Rádio Clube foi a primeira rádio do Brasil a ter o equipamento em uso;
  • Rádio Clube tem o seu próprio acervo de música, comerciais e mensagens produzidas por ela. Muitos desses materiais estão em Vinis, MDs, CDs e agora são digitais.

A equipe Clube

Um dos locutores mais conhecido da Região Sudoeste do Paraná é Seu Gentil Antônio Menegazzi, com 32 anos de carreira, sendo que há 29 anos dedica seu trabalho à Clube. O Comunica o procurou novamente (Ed. 03, 05/04/2011, http://projetocomunica.blogspot.com/2011/04/comunica-recebe-sr-gentil.html) para que ele comenta-se como foi o início do seu trabalho em Realeza: “29 anos, aqui já fiz minha história, a Rádio tinha apenas 3 anos, trabalhei com o locutor Dino Palmas e outros profissionais, o primeiro técnico foi Enio Walter, que hoje é funcionário da Copel, foi ele quem colocou a rádio no ar. Eu diria que a rádio é minha segunda família, a família Rádio, temos que procurar construir, nunca devemos pegar um microfone na mão se for para destruir e sim construir uma sociedade melhor”.

Outro locutor da Clube, Lazaro da Rosa, que começou a trabalhar na rádio com apenas 13 anos, em 1981, comenta sobre a importância da rádio em Realeza: “É um dos principais meio de comunicação da cidade, o que contribui com a evolução de Realeza, além de permitir que a população expresse sua opinião”.

De 1986 a 1998, Neuza Fátima de Almeida trabalhou como locutora na Clube e em 2008 retornou atuando no departamento comercial. Ela compara como era o trabalho antigamente e como os avanços tecnológicos contribuem para o trabalho de radialismo: “Lembro que as gravações eram feitas em fitas e era necessário refazer tudo de novo se houvesse algum erro, hoje é só regravar as frases com erros. Os avisos e faturamento era tudo datilografado, nos dias de hoje é digitalizado, a redação também teve inovações, antigamente os redatores tinham que ouvir os jornais a níveis nacionais e transcrever na máquina as notícias que iam ao ar, atualmente com a internet fazer a redação ficou bem mais ágil”.

Neuza comenta ainda a importância de atuar na área comercial da Rádio Clube: “Criamos vínculos com a Rádio, hoje com o cargo que ocupo me orgulho com o que faço, vender os comerciais nos estimula sim, pelo fato de vender, temos que criar o comercial, divulgá-lo e conquistar o cliente para o nosso quadro de anunciantes e depois o próprio cliente sente o efeito do nosso trabalho”.

O Comunica procurou por Tânia Aparecida Conchy, que foi redatora na Clube em 1989, a intenção é que ela relatasse como era esse trabalho, pois era na redação que eram feitas as notícias para serem divulgadas durante a programação diária da Clube, além de contribuir e fomentar o jornal do meio dia, “Correspondente Clube”, apresentado na época pelo Seu Gentil Menegazzi, as notícias eram transcritas em máquinas de escrever: “Meu trabalho começava às 6h50 da manhã, sintonizava os jornais direto de Porto Alegre, Rádio Guaíba, gravava todo o jornal da manhã, em seguida datilografava depois selecionava as notícias regionais, fazia o mesmo com Rádio Central de Brasília, Correspondente Renner e a Rádio Record. Se faltasse luz ou desse problemas na transmissão de alguns desses jornais, ficávamos sem notícias ou procurávamos as notícias em jornais regionais, meu equipamento era dois fones de ouvido, dois gravadores e uma máquina de escrever”. Atualmente o jornal do meio dia, “Clube Notícias”, é apresentado por Laércio Reinehr.



 Atuais Locutores da Clube: Fábio Wronski, Lázaro da Rosa,
 Laércio Reinehr, Ney José e Gentil Menegazzi

Rádio Clube e seus 32 anos

A Rádio Clube hoje já é uma programação tradicional nas casas realezenses, vem aumento seu espaço a cada dia. A pouco tempo houve a ampliação da torre, a mudança da faixa operacional de 1.030 e hoje com 2.500 Wats de potência e a modernização de suas instalações e equipamentos.

Cláudia de Marco, diretora atual da Rádio Clube, afirma que comanda a Clube com o objetivo de sempre buscar as melhores notícias da região para que seus ouvintes estejam sempre bem informados, “o nível de divulgação, o meio de informação que está voltado para a sociedade de regional, tratando de assuntos sociais, econômicos e políticos, além de permitir que a população expresse sua opinião”.

Além da estação, no próprio site da Clube sempre há notícias com enfoque regional, que têm como finalidade divulgar e informar o dia a dia da Região Sudoeste do Paraná. Para maiores informações acesse: http://radiocluberza.com/.
  

O progresso de Realeza!

Devido à Universidade Federal da Fronteira Sul – UFFS, Realeza teve um grande crescimento, tanto em habitantes quanto em moradias e comércios

Por Bruna Madey Dalarosa

A chegada da UFFS em Realeza se tornou um marco muito importante para o crescimento da cidade, pois os moradores ganharam expectativas e esperanças de melhoria nas suas vidas.

Na década de 1960, a cidade de Realeza iniciava com o extrativismo da madeira de pequena escala e comércios, como as famosas “bodegas”, que vendiam roupas, alimentos e bebidas. Um exemplo de comércio antigo que ainda existe aqui em Realeza é a mercearia Do Jorge, a qual iniciou com a venda de artefatos de caça e pesca e que com o tempo passou a vender alimentos e bebidas em geral.

Iniciada a evolução da cidade, mudanças surgiram e uma das primeiras foi no setor administrativo, onde os pais começaram a passar o comando de seus estabelecimentos para seus filhos.

Com a vinda de novos habitantes, surgiram novos comércios e junto com isso a concorrência e a necessidade das lojas se melhorarem para conseguir acompanhar o ritmo de inovação da cidade. Sendo assim, Realeza ganhou uma nova cara, com lojas reformadas, pintadas e equipadas para darem maior conforto aos seus consumidores.

Uma das grandes novidades para os realezenses é o restaurante Bistrô, um lugar pequeno e simples, porém muito aconchegante que serve massas, risotos e lanches. O qual surgiu com a motivação do desenvolvimento da cidade, apostando na expansão e nos novos habitantes com diferentes gostos e paladares.

Segundo Júlio César Leão Pedroso, dono proprietário e chefe de cozinha do restaurante Bistrô, o novo negócio superou suas expectativas: “Deu muito mais movimento do que esperava. A cidade tem público para uma comida mais refinada. Esta dando certo!”.

Outro novo comércio que acabou de surgir em Realeza foi A Toca do Coelho, o qual comercializa chocolates Do Parke, uma linha de Gramado- RS, que já foi aprovada pelo paladar dos moradores daqui. Keilon dos Santos, o proprietário, conta ao Comunica que “deu super certo montar essa linha de chocolates de Gramado e pretende continuar com outras linhas, como a do dia das mães, dia dos namorados e natal”.

Espera-se que Realeza evolua cada vez mais e que esses sejam só os primeiros passos de muitos outros que estão por vir.

Partilhas com teu irmão as sementes da vida

A intenção das “Festas das Sementes” é resgatar e preservar as sementes da agricultura tradicional

CADERNOS ASSESOAR. Sudoeste do Paraná:
 Associação de Estudos, Orientação e Assistência
 Rural, n. 7, maio de 2009. Disponível no site
 http://www.assesoar.org.br/
Por Jéssica Pauletti

Este ano está prevista a realização de mais uma edição da “Festa das Sementes” no sudoeste paranaense, região que abrange 42 municípios. Organizada pelo Fórum Regional das Entidades da Agricultura Familiar, a festa tem como objetivo principal resgatar e preservar as sementes tradicionais das culturas agrícolas. Associados com a festa em algumas edições, ocorreram também os “Encontros Regionais de Agroecologia”.

Para que os acadêmicos e comunidade geral saibam sobre o evento, o Comunica realizou um resgate histórico das edições anteriores, salientando os locais, os temas envolvidos, a oitava festa e a importância desse evento continuar existindo.

Edições anteriores

As “Festas das Sementes” no Sudoeste do Paraná foram motivadas pelas “Festas do Milho Crioulo”, cuja primeira edição estadual aconteceu em maio de 2000 e a nacional em abril de 2002, no Município de Anchieta, Região Oeste do Estado de Santa Catarina. “Os Encontros Regionais de Agroecologia” do Sudoeste iniciaram por meio dos encontros da Rede Ecovida e da Articulação Nacional de Agroecologia, bem como da Jornada Paranaense de Agroecologia.

A primeira Festa das Sementes e o primeiro Encontro Regional da Agroecologia ocorreram no dia 15 de outubro de 2004, em Francisco Beltrão, com o tema “Garantir a Reprodução da Vida”. A segunda festa foi realizada no dia 11 de agosto de 2005, também em Francisco Beltrão, com a temática: “Pela liberdade das sementes: sem monopólios, sem monoculturas, sem agrotóxicos, sem transgênicos”.

A terceira festa e o segundo encontro aconteceram no dia 11 de agosto de 2006, na comunidade do Km 15, no Município de Marmeleiro, com o tema “Semente: autonomia x dependência”. Na oportunidade, foi realizado o lançamento do “Programa de Melhoramento Genético de Galinhas Caipiras”. A quarta festa foi realizada junto com a “22ª Romaria da Terra do Paraná” em Francisco Beltrão, no dia 20 de agosto de 2007, em comemoração aos 50 anos da “Revolta dos Posseiros do Sudoeste”, havendo a reflexão e a partilha das sementes.

A quinta festa e o terceiro encontro foram realizados no dia 31 de julho de 2008 em Ampére, o tema foi “Semente na mão, alimento pra nação”, com destaque para as sementes de hortaliças, por serem a base da alimentação das famílias agricultoras. A sexta festa e o quarto encontro aconteceram em Francisco Beltrão, no ano de 2009. E a sétima festa ocorreu ano passado, na cidade de Dois Vizinhos no dia 28 de julho, o lema era: “Proteger a semente é proteger a vida. Sua escolha faz a diferença!”.

Oitava festa
 
Em entrevista ao Comunica, o coordenador administrativo do Campus Realeza, Jaci Poli, afirma que já se iniciaram os preparativos para a oitava edição. Ele explicou também que o primeiro passo foi dado quando realizou-se em Realeza, no dia 11 de abril, uma reunião na qual constituiu-se a comissão organizadora local, ficando as seguintes pessoas na equipe: Jaci Poli -UFFS; Danieli Zanelatto - Diretório Acadêmico; Maria Luiza Netto - Sindicato dos Trabalhadores Rurais de Realeza (STR); Jane Torres – Sistema de Cooperativas de Crédito Rural com Intenção Solidária (CRESOL) e Sistema de Cooperativa de Leite da Agricultura Familiar com Interação Solidária (SISCLAF); Janete Rottava – Sistema de Cooperativas da Agricultura Familiar Integradas (COOPAFI); Jaime Taube (Canjica) – Empresa de Assistência Técnica e Extensão Rural (EMATER); e Maicon Dal Molin – Secretaria de Agricultura de Realeza.

No dia 12 de abril, em Francisco Beltrão, foi constituída a comissão regional, sendo que o coordenador Jaci Poli e a presidente do sindicato Maria Luiza Netto fazem parte desse grupo de apoio ao evento. A próxima reunião acontecerá em Realeza, no dia 05 de maio, quando a equipe continuará a se organizar e mobilizar-se. O coordenador Jaci Poli destaca que uma das intenções da oitava edição é cadastrar os agricultores que compartilham as sementes para a produção. O evento está previsto para acontecer no Município de Realeza no dia 03 de agosto de 2011.

A acadêmica do Curso de Licenciatura em Ciências, Dalila Gonçalves, também falou ao Comunica, sobre a festa das sementes. Ela teve a oportunidade de estar presente na sétima edição em Dois Vizinhos, e acredita que “mesmo os agricultores possuindo a chance de participarem da festa e aprenderem mais, muitas famílias do campo não têm essa visão de cultivar as sementes crioulas”. A acadêmica ainda comenta que com a modificação que está ocorrendo nas sementes industrializadas, a festa serve como resgate das sementes sem transgênicos e ela espera que na oitava edição possam acontecer vários debates acerca desse assunto e que inúmeros agricultores possam participar do evento.

Mais que uma festa, uma cultura
 
O Comunica também entrevistou o Diretor da UFFS-Campus Realeza e Doutor em Ciências do Solo, João Alfredo Braida, que comentou sobre temas que envolvem essa festa, como a inserção dos transgênicos e as sementes padronizadas no campo, bem como a importância que a festa proporciona aos agricultores que ainda lutam para sobreviver em suas propriedades e o quanto é essencial a UFFS estar envolvida num acontecimento desses.

Primeiramente, João Braida aponta dois aspectos na questão dos transgênicos, um deles é a relação perigosa que existe entre os transgênicos com os seres humanos e até mesmo com animais, e o outro ponto que não se tem claro é o quanto essas sementes transgênicas afetam a biodiversidade. Na questão das sementes padronizadas, ele acredita que elas também possuem aspecto negativo já que interferem sobre as variedades tradicionais cultivadas pelos agricultores. Tanto as sementes transgênicas quanto as padronizadas também implicam no sistema econômico do agricultor, pois, segundo João Braida, “as sementes não podem ser produzidas na propriedade, assim os agricultores ficam dependendo das empresas que as possuem”.

A respeito da exploração do capital de alimentos, ou seja alimentos industrializados, que está ocorrendo no contexto atual, João Braida enfatiza três pontos. O primeiro é a perda de autonomia das famílias do campo, os pequenos agricultores. O segundo apontamento é a necessidade que os alimentos industrializados possuem em relação a inserção de aditivos (conservantes) no produto que pode causar prejuízos à saúde. E terceiro ponto está no aspecto cultural, sobre o qual Braida afirma que “alimento é cultura, e no momento que há a padronização de alimento há perca da diversidade cultural”.

No entendimento do diretor Braida, para os agricultores a festa é um momento de celebração, na qual essas famílias têm a oportunidade de apresentar sua riqueza em termos de sementes que podem ser grãos, hortaliças, mudas de florestais e plantas medicinais, raízes, tubérculos, frutas, ovos, animais. Ele lembra que existe também a troca de experiência sobre as culturas, o que permite que se mantenha a diversidade das variedades cultivadas pelos agricultores.

Quando perguntado sobre o envolvimento da universidade com a realização da oitava edição, Braida destaca que desde o princípio uma das preocupações da UFFS é estar inserida no desenvolvimento regional, colaborando o quanto for possível. Outro ponto que ele levanta é que a UFFS tem um curso de Agroecologia, no Campus Laranjeiras, e esse grupo já manifestou interesse de estar realizando estudos sobre as sementes crioulas e ainda lembra que promover a festa no Campus da UFFS é uma oportunidade a mais de divulgar a universidade para os visitantes.

Finalizando a entrevista, Braida falou sobre suas expectativas em torno da oitava edição. Ele espera que o evento possa reunir um grande público de agricultores e pessoas de interesse nesse assunto, e que os debates da festa possam sistematizar o conhecimento existente sobre essas sementes, sendo isso lucrativo tanto para os agricultores quanto para os acadêmicos.

Curiosidade sobre sementes

Na Noruega, uma caverna serve como “cofre” para preservar as sementes de todo o mundo; custou cerca de 10 milhões de dólares e armazena 268 mil amostras diferentes; parceria do governo Norueguês e Organização das Nações Unidas (ONU) e tem capacidade de abrigar 4,5 bilhões de amostras.

Para mais informações sobre esta curiosidade, visite esses endereços eletrônicos: http://noticias.terra.com.br/ e http://www.misteriosdahumanidade.com/

Ruas Reais

Você acha Realeza uma cidade limpa? Para todos os nossos entrevistados a resposta foi sim. Fizemos, então, uma pesquisa de campo para saber quem são os responsáveis por isso

Por Maria Eduarda Collaço

Todos os dias, encontramos varredores de rua em grande parte da cidade de Realeza. A trabalhadora Neiva, que limpa a área ao redor da Universidade Federal da Fronteira Sul, confirmou essa informação relatando sua jornada diária. Esses trabalhadores são concursados ou contratados como auxiliares de serviços gerais pela Prefeitura de Realeza, trabalhando 8 horas por dia. Eles são divididos por bairros. Há, em média, dois varredores por bairro; porém, há alguns bairros que não são contemplados. Segundo a Prefeitura, a escolha de bairros é feita pela movimentação existente neles. Mas, segundo ela, há reclamações de alguns moradores de bairros não contemplados.

O Comunica foi atrás dos varredores de rua da cidade e, através de relatos, concluiu que, além de fazerem bem à cidade, eles fazem bem a si mesmos. Assim fala a trabalhadora Veronir Rodrigues da Silva: “Pensa bem! Você tá o dia inteiro na rua, conversa com um, conversa com outro. Além de ser uma grande terapia para mim, porque é muito melhor do que ficar só em casa sem fazer nada ou limpar o chão de casa”.

A varredora Neiva dos Santos, em entrevista, disse que também gosta do trabalho pelo motivo de que “é bom, porque você tá livre, não tem nenhum patrão em cima para ficar te mandando fazer as coisas. Assim é mais tranquilo”.

Também foi relatado que outra motivação para o trabalho é a garantia de melhores condições futuras. Após um ou dois anos de trabalho, a maioria dos trabalhadores é promovida para cargos como auxiliares de professores em creches ou escolas, considerado para eles como melhor.

Mesmo eles achando o trabalho muito bom, também há pontos negativos. Alguns acham cansativo em dias quentes, pois pegam sol forte durante grande parte do dia. Para ajudar nisso, a prefeitura distribui a eles boné e protetor solar. Outro ponto negativo é a falta de trabalhadores. Alguns deles acham importante que houvesse maior número de varredores. Para uma cidade de 354 km², há apenas 12 funcionários para limpar as ruas.

Segundo a Prefeitura, eles procuram contratar o maior número possível de funcionários para esse cargo, mas, infelizmente, há pouca procura e interesse por este. Assim sendo, uma das soluções para o problema seria aumentar o salário destes trabalhadores, pois só assim a procura seria maior.

A maioria das pessoas que entrevistamos comparou Realeza com cidades maiores, concluindo que a cidade seria muito limpa. A Professora da UFFS, Ms. Érica M. R. Ciacchi, reforçou: “Venho de grandes centros, por isso tenho referências de cidades com uma grande população, sendo muito mais sujas”. Escutando isso, a acadêmica da UFFS Charline Barbosa justificou: “Na minha opinião, as cidades grandes são menos limpas pelo maior número de habitantes e área, assim sujando um maior número de ruas”.

Concluímos que, mesmo com varredores de rua, precisamos da colaboração de todos para esta limpeza, que, para a trabalhadora que não quis se identificar, não é muito boa: “Porque os jovens vêm aí nas praças e ficam fazendo festa, jogando lixo no chão, sujando tudo. E depois ficam recolhendo foco de mosquito da dengue e falando por aí que é para a gente toma cuidado. Mas eles também ficam deixando acúmulos de água no meio das ruas”.

Mudança no método educacional: Melhorou ou piorou?

Por Daniela da Rosa (Col. Est. Doze de Novembro)

No ano de 2009, o Colégio Estadual Doze de Novembro recebeu a oportunidade de mudar seu método educacional, de quatro bimestres para blocos semestrais. Mas como o Colégio tinha receios sobre esse novo sistema, preferiu primeiro analisar outras escolas que já haviam implantado esse sistema de blocos e daí sim implantá–lo no ano de 2011.

Organizasse da seguinte forma: 1º semestre, de fevereiro à julho com seis matérias, e o 2º semestre, de julho à dezembro com mais seis matérias. Mas esse sistema só vale para o ensino regular, pois para o técnico haveria dificuldade na organização dos conteúdos.

O diretor do Colégio, Moacir Marchi Furtado, conta ao Comunica que o colégio ainda tenta adaptar-se a esse novo método educacional e ainda diz: “ O método educacional por blocos apresenta mais pontos positivos que negativos”. Um dos pontos positivos destacados por ele foi que esse método de ensino objetiva combater a evasão escolar além de possibilitar condensamento das aulas.

Segundo o professor de Educação Física Agostino Munaro, “o sistema é bom e melhor que o outro, porque tem maior aproveitamento, condensa mais as aulas, concentra num período mais curto o conhecimento, facilitando para o aluno estudar e o principal, que os alunos que desistem não perdem um ano todo”.

A opinião entre os alunos sobre os blocos é bem dividida. Há alunos que gostaram desse método, pois diminuem o número de matérias para estudar ficando assim mais fácil o compreendimento e desempenho do aluno. Um exemplo é o aluno Marcos Venício Dalla Lana: “Gostei porque diminui o número de matérias para estudar e entendo melhor o conteúdo”.

Já há outros alunos que discordam, porque o conteúdo fica mais concentrado, tornando assim mais cansativo estudar. O aluno do 1º ano Junior Pinheiro fala que “se ficar doente perde-se muito conteúdo, pois as aulas são mais concentradas e há muito pouco tempo para recuperar”.

A partir dessas entrevistas, fica evidenciado que a implantação do método ainda não está consolidada, o que acaba gerando divergência de opiniões dos envolvidos, não se podendo ainda concluir sua eficácia.